"Tudo isto é o reflexo de uma deformada educação sexual nos seminários"

O Padre Martins Júnior lamenta caso do padre Anastácio Alves e diz que a Igreja podia aproveitar a oportunidade para rever a questão do celibato. Este é, no seu entender, "contranatura"

O Padre Martins Júnior - o único padre madeirense suspenso "a divinis" - pronunciou-se, esta manhã, sobre o assunto que faz manchete da edição deste sábado do Diário de Notícias da Madeira.

"Eu não sei factos, mas a confirmar-se é lamentável", diz o Padre Martins, sublinhado que "apesar de não conviver muito com o Padre Anastácio este "era tido como um padre evoluído e dedicado".

Em sentido mais lato, afirma que "tudo isto é o reflexo de uma deformada educação sexual nos seminários" e que a Igreja da Madeira podia aproveitar a oportunidade para rever a questão do celibato.

"[O celibato] é contranatura (...) Não é causa direta, mas é causa próxima de tais deformações", realça. Martins Júnior relembra, a este propósito, outros dois casos "extremos" em que a questão do celibato emergiu na região: o do padre Giselo e o do padre Frederico.

"A sociedade deve refletir muito profundamente sobre o tipo de sacerdote que quer", acrescenta.

Conforme avançou este sábado o Diário de Notícias da Madeira, a Diocese do Funchal decidiu afastar da ação pastoral o padre madeirense Anastácio Alves, que há vários anos exercia funções em França mas que é suspeito de abuso sexual de um menor na Madeira.

A Diocese do Funchal segue tolerância zero "em profunda comunhão com o Papa Francisco" e a Justiça investiga caso.

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