Multa de 500 euros para Medina por ter subido ao Pico sem autorização

"Inesquecíveis" férias açorianas do presidente da Câmara de Lisboa em 2018 custaram-lhe e à família mais 1500 euros do que o previsto. Tudo por causa de um trajeto a pé.

500 euros, a multiplicar por três (Fernando Medina e dois familiares), foi quanto custou ao presidente da câmara e aos dois familiares o facto de, em agosto do ano passado, terem escalado até ao topo da montanha do Pico, nos Açores, sem autorização prévia das autoridades públicas. A notícia foi avançada nos Açores pelo semanário Ilha Maior.

Medina deveria ter feito, antes de iniciar o passeio - que registou depois na sua página pessoal no Facebook -, um registo prévio da caminhada e pago uma taxa turística, o que não aconteceu, alegadamente por desconhecimento.

O presidente da câmara e os seus acompanhantes terão decidido subir a montanha de forma autónoma porque as subidas acompanhadas de guias profissionais já estavam esgotadas e por causa de um desencontro com um guia.

Só o terá feito no regresso, mas isso serviu apenas para lhe diminuir a multa - que na verdade poderia ter ido até aos quatro mil euros por cabeça. O processo de contraordenação foi instruído pela Direção Regional do Ambiente.

O registo na Casa da Montanha é obrigatório, mesmo para subidas autónomas, por razões de segurança. Aos turistas é disponibilizado, por exemplo, um aparelho GPS.

A ilha do Pico é a segunda maior das nove dos Açores, depois da de São Miguel. Com 2351 metros de altitude, a sua montanha é o ponto mais alto de Portugal. Logo a seguir é a serra da Estrela, cujo ponto mais alto, a Torre, está a 1993 metros de altitude.

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