Morreu o cavaleiro Joaquim Bastinhas

Toureiro de 62 anos estava internado há cerca de dois meses no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa

O cavaleiro tauromáquico Joaquim Bastinhas, de 62 anos, morreu às 18.30 de hoje, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, depois de dois meses de internamento nos quais foi colocado duas vezes em coma induzido devido a uma infeção bacteriana contraída após uma operação ao intestino.

A notícia foi avançada por diferentes sites de tauromaquia e por pessoas próximas do cavaleiro através das redes sociais, tendo já sido confirmada à agência Lusa pelo hospital.

Joaquim Bastinhas debatia-se há mais de três anos com problemas de saúde decorrentes de um grave acidente com uma máquina agrícola, na herdade da família, em Elvas, em que sofreu várias fraturas e uma rotura da bexiga. No entanto, tinha regressado às arenas em julho, ao lado do filho mais velho, Marco Bastinhas, no Coliseu Figueirense. Na ocasião deu uma entrevista ao DN onde falou do processo de recuperação e da "fé" que nunca tinha perdido em retomar a carreira.

Em outubro, contudo, regressou ao hospital para uma cirurgia cujas complicações viriam a revelar-se fatais.

De nome de batismo Joaquim Manuel Carvalho Tenório, "Bastinhas" herdou o nome artístico do pai, Sebastião Tenório "Bastinhas", um cavaleiro amador que cedo o influenciou a seguir as suas pisadas. Aos treze anos já fazia apresentações no Campo Pequeno, começando a tourear, sobretudo em Espanha, na década seguinte.

Em 15 de maio de 1983 tomou a alternativa (profissionalizou-se) na corrida do concurso de ganadarias, na Praça de Touros de Évora, tendo por padrinho José Mestre Baptista e por testemunha João Moura.

Desde então, além de tourear por centenas de vezes em algumas das principais praças de Portugal e Espanha, apresentou-se em países como França, Venezuela e México.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.