Finlandeses denunciam tentativa de violação nos Europeus Universitários de Coimbra

Associação de Desporto Universitário da Finlândia fala em "casos graves de assédio sexual, agressão sexual e tentativa de violação" a atletas femininas finlandesas

A Associação de Desporto Universitário da Finlândia (OLL) denuncia "sérios casos de assédio sexual, agressão sexual e tentativa de violação" nos Jogos Europeus Universitários de Coimbra, que decorrem entre 15 e 28 julho.

Num longo comunicado, os finlandeses adiantam que os prevaricadores foram "atletas do sexo masculino e o mais velho treinador de um país" - Rússia, ao que o DN apurou - e que "as principais vítimas foram atletas femininas finlandesas". Segundo a OLL, "houve abusos físicos e verbais, que culminaram com uma tentativa de violação", e "foram testemunhados por atletas de vários países, alguns dos quais também alvos de abusos".

"Em cooperação com as atletas femininas finlandesas em questão, a OLL decidiu tornar o caso público, uma vez que os funcionários dos jogos em conjunto com a Associação Europeia de Desporto Universitário (EUSA) falharam completamente a lidar com o caso, bem como em proteger as jovens mulheres finlandesas. Além disso, a OLL conclui que a EUSA e os funcionários dos Jogos tentaram eliminar completamente o incidente, varrendo-o para debaixo do tapete. A OLL esteve presente em Portugal durante toda a situação, defendendo as mulheres finlandesas e exigindo sanções aos prevaricadores, que infelizmente não foram dadas", pode ler-se no comunicado, cujo título refere que a "campanha #metoo ainda não teve efeitos no desporto".

Os nórdicos dizem que os "incidentes começaram a 13 de julho, quando os atletas chegaram aos dormitórios e continuaram quase sem interrupções até que a OLL decidiu mover os atletas finlandeses para um hotel para garantir a sua segurança" e acusam a organização, os seguranças, os empregados e os voluntários dos Jogos de nada terem feito para interferir com os acontecimentos, "nem mesmo quando se transformaram em agressões físicas". "A finlandesa, que era o alvo do ataque, pediu ajuda em inglês aos seguranças, mas sem sucesso", acrescentam.

Confrontada com este comunicado pelo DN, fonte da organização diz que "após a queixa da atleta finlandesa, o caso foi de imediato reportado pelo segurança da organização à polícia, que chegou ao local 15 minutos depois, tendo identificado e interrogado a alegada vítima e agressor". "O caso encontra-se já no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), estando a organização dos Jogos a colaborar com o Ministério Público no sentido de fazer chegar toda a documentação sobre o caso, como o relatório de segurança do sucedido e os procedimentos tomados pela organização"​​​​​​, aditou.

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