Escolas abrem à meia-noite para afixar notas

A indicação do Ministério da Educação determina que as notas sejam reveladas a 12 de julho

A partir da meia-noite algumas escolas vão abrir as portas para que alunos e familiares possam conhecer as notas dos exames nacionais e das provas de equivalência à frequência, diz o JN.

Seguindo a indicação do Ministério da Educação, alguns estabelecimentos de ensino vão, à semelhança do que aconteceu no ano passado, afixar as notas e permitir que alunos e familiares possam consultá-las nos primeiros minutos desta quinta-feira, dia 12 de julho.

Escola Secundária Martins Sarmento, em Guimarães, e a Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Famalicão, são duas das escolas que optam por abrir as portas após a meia-noite, conforme anunciaram nas redes sociais.

"A indicação do Ministério da Educação é que as notas apenas sejam reveladas no dia 12 e as escolas não vão infringir nenhuma norma. Umas vão mostrar as notas às 8 horas da manhã e outras às 00.01 horas", disse ao JN Filinto Lima, membro da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas.

A divulgação das notas, logo nos primeiros minutos de 12 de julho, aos alunos é uma iniciativa que aplaude. "É uma medida muito positiva no final de um ano letivo que foi e está a ser particularmente duro. É um momento de convívio entre a comunidade escolar e reduz o sofrimento dos alunos e das famílias porque vão todos dormir muito mais descansados", considerou.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.