Premium 'Hacker' Rui Pinto. As razões para manter o denunciante na cadeia

Para os desembargadores do Tribunal de Relação há provas suficientemente fortes de que o denunciante do Football Leaks cometeu crimes graves, apesar das boas intenções que alega a sua defesa.

A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) em manter o hacker Rui Pinto em prisão preventiva foi sustentada em "indícios fortes" e "prova recolhida pelas autoridades" considerada "fortemente inculpatória. Por isso, independentemente das boas intenções em denunciar os negócios sujos no mundo do futebol, os juízes desembargadores não tiveram dúvidas de que, de facto, o whistleblower (denunciante), como lhe chamam os seus defensores, entre os quais a ex-eurodeputada Ana Gomes, "houve tentativa de extorsão", um crime que permite esta medida de coação.

Rui Pinto está indiciado pela prática de seis crimes: dois crimes de acesso ilegítimo, dois crimes de violação de segredo, um crime de ofensa à pessoa coletiva e um crime de extorsão de forma tentada. Está detido em Portugal desde 21 de março, depois de extraditado da Hungria, onde foi detido.

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