Federação nacional de galgueiros assistente no processo contra João Moura

Associação afasta qualquer ligação ao cavaleiro tauromáquico, arguido por suspeitas de maus tratos a animais. Iniciativa legislativa pede o fim das corridas de galgos.

A Federação Nacional de Galgueiros vai constituir-se assistente no processo contra João Moura, constituído arguido por suspeitas de maltratar cães - quase duas dezenas de galgos foram encontrados numa propriedade do cavaleiro tauromáquico em visível estado de subnutrição.

Em comunicado, no qual refere o "horrendo cenário em que foram detetados diversos cães em Monforte", a federação diz que João Moura não é associado da federação e acrescenta que nenhum dos animais resgatados pelas autoridades é um galgo inglês, tratando-se de galgos espanhóis. A Federação Nacional de Galgueiros critica a confusão entre as duas raças - a organização representa os proprietários do galgo inglês, atividade que está regulamentada em Portugal, ao contrário do que acontece com o galgo espanhol.

O caso de João Moura veio dar fôlego às petições públicas existentes para que sejam proibidas as corridas de galgos em Portugal. A que reúne mais assinaturas, da associação Katefriends, é uma inicitiva de impacto internacional que afirma: "Os greyhounds e os galgos estão sendo agora tratados como 'coisas' para apostas, usados ​​e abusados ​​e depois descartados. Eles são rotineiramente importados, comprados e vendidos por milhares de euros cada. De facto, já existem mais de vinte canis portugueses de corrida". Conta com mais de 28 mil assinaturas.

Existe ainda ma iniciativa legislativa de cidadãos, que visa a proibição das corridas de cães em Portugal. Na noite desta terça-feira, o documento - lançado pela SOS Animal no passado mês de outubro, mas que ganhou agora maior projeção - contava 16 385 assinaturas. O texto visa proibir todas as corridas de galgos, nomeadamente as de galgos ingleses.

No documento lê-se que "os galgos começam os treinos com 2/3 meses de idade. Os mais velhos corredores têm apenas 2 anos de idade. Ao longo das suas curtas vidas, são submetidos a treinos violentos e desgastantes para a saúde, a vidas miseráveis e indignas, culminando muitas vezes na morte ou no abandono".

"O que está em causa não é os cães correrem livremente, consoante as suas vontades e necessidades, acompanhados, ou não, pelos seus tutores. É correrem dopados, com coleiras de choque, sofrerem maus tratos antes, durante e após as corridas, serem abandonados, encarcerados e forçados a dar sangue o resto da vida, ou mesmo abatidos quando já não servem este propósito de entretenimento humano", refere ainda a iniciativa legislativa de cidadãos.

Em curso estão também duas petições públicas, uma das quais, de "condenação" ao cavaleiro João Moura, leva já mais de 38 mil assinaturas. Uma segunda, sob o rtítulo "quero ver o toureiro João Moura preso", conta 4471 assinaturas.

Notícia atualizada dia 27 de fevereiro

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