Ex-diretor do Museu da Presidência vai ser julgado

Diogo Gaspar é acusado de tráfico de influências, falsificação, peculato e abuso de poder.

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu esta quarta-feira levar a julgamento o ex-diretor do Museu da Presidência Diogo Gaspar, acusado de tráfico de influências, falsificação, peculato e abuso de poder.

A decisão foi da juíza de instrução Maria Antónia Andrade que confirmou a acusação do Ministério Público para os quatro arguidos do processo Operação Cavaleiro: Diogo Gaspar, José Dias, Paulo Duarte e Vítor Santos.

Em junho de 2016, o então diretor do Museu da Presidência foi detido por suspeitas de tráfico de influência, falsificação de documento, peculato, peculato de uso, participação económica em negócio e abuso de poder.

O Ministério Público diz ter provas de que Diogo Gaspar usou indevidamente "recursos do Estado para fins particulares" e que se apropriou de bens imóveis públicos tendo prejudicado os interesses patrimoniais públicos.

No dia da detenção do então diretor do Museu da Presidências, a 30 de junho, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado dando conta que nas buscas efetuadas a Polícia Judiciária informou que foram apreendidos diversos bens culturais e artísticos alegadamente "descaminhados de instituições públicas".

Segundo a nota da Procuradoria, no inquérito da Operação Cavaleiro, que teve início em abril de 2015, em causa estavam "suspeitas de favorecimento de interesses de particulares e de empresas com vista à obtenção de vantagens económicas indevidas e suspeitas de solicitação de benefícios como contrapartida da promessa de exercício de influência junto de decisores públicos. Investigam-se, igualmente, o uso de recursos do Estado para fins particulares, a apropriação de bens móveis públicos e a elaboração de documento, no contexto funcional, desconforme à realidade e que prejudicou os interesses patrimoniais públicos".

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