Emanuelle Maranhão: "Peço que ajudem o meu marido a ficar bem"

Desde que o marido lhe contou, nesta madrugada, que as análises à saliva tinham dado positivo, que Emanuelle não parou de fazer todos os contactos junto das autoridades portuguesas.

"O que eu peço é que as autoridades me ajudem, que ajudem o meu marido a ficar bem, para regressar a Portugal", disse neste sábado à noite ao DN Emanuelle Maranhão, a mulher do português infetado com Covid-19, Adriano Maranhão, que se encontra a bordo do navio Diamond Princess, onde é canalizador.

Desde que o marido lhe contou, nesta madrugada, que as análises à saliva tinham dado positivo, que Emanuelle não parou de fazer todos os contactos junto das autoridades portuguesas.

Ao início da tarde conseguiu falar com a Secretaria de Estado das Comunidades, mas o que queria mesmo "era falar com a embaixada em Tóquio, porque são eles que estão mais próximos". Entretanto, recebeu uma chamada de Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República manifestou-lhe apoio, e Emanuelle pediu-lhe que intercedesse junto de todas as entidades possíveis. "Eu sei que ele não pode regressar já a Portugal, mas pelo menos que o levem para um hospital e seja tratado", disse. É que Adriano Maranhão está há várias horas confinado à cabina do navio, sem medicação, "sem comer sequer" e à espera de ser transferido para uma unidade de saúde, conforme prometido.

"Eram quatro da manhã (cá, e 14 horas lá) quando ele me ligou a contar que as análises tinham dado positivo. A partir daí nunca mais saiu, para não infetar outros tripulantes. Até agora esteve sempre a trabalhar, este tempo todo", relata Emanuelle.

Adriano Maranhão, 41 anos, é canalizador de profissão e desde há cinco anos que trabalha nos navios de cruzeiro desta companhia, o que o obriga a estar vários meses longe de Portugal e da família. Não veio passar o Natal a Portugal com Emanuelle e as três filhas do casal por se encontrar a trabalhar, e deveria ter regressado à Nazaré em meados de fevereiro, para um período de férias. Mas desde 3 de fevereiro, quando o cruzeiro estava prestes a terminar, que permanece de quarentena. "Ele sentia-se bem e foi trabalhando sempre, mas lidava diretamente com os passageiros." Até que à hora de almoço de ontem as análises confirmaram a infeção.

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