Eduardo Cabrita reitera "total empenho no apuramento da verdade" sobre a morte de Ihor Homenyuk 

"O Ministro da Administração Interna reitera o seu total empenho no apuramento de toda a verdade e das consequentes responsabilidades criminais e disciplinares relativamente aos graves factos ocorridos no EECIT [Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária]", refere uma nota enviada à comunicação social esta quinta-feira.

A nota faz uma descrição cronológica das decisões tomadas pelo ministério liderado por Eduardo Cabrita no caso que envolve inspetores do SEF na morte do cidadão ucraniano Ihor Homenyuk e surge um dia depois de ser divulgada a saída da diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

"Os trágicos acontecimentos ocorridos no Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária (EECIT) do Aeroporto de Lisboa foram, desde a primeira hora, condenados, em várias declarações públicas, pelo Ministro da Administração Interna, nomeadamente numa audição parlamentar ocorrida no dia 8 de abril de 2020, e em declarações a órgãos de comunicação social", salienta o comunicado do MAI, lembrando uma entrevista à TSF.

O comunicado, que refere o que aconteceu no aeroporto Humberto Delgado, mas nem uma vez refere o nome de Ihor Homenyuk, elenca as medidas do MAI neste caso - "abertura de um inquérito por parte da Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI)" do qual resultou a instauração de 12 processos disciplinares a inspetores do SEF; "abertura de processos disciplinares ao Diretor e Subdiretor de Fronteiras de Lisboa - cujas comissões de serviço foram cessadas no próprio dia - bem como a todos os envolvidos nos factos relativos ao falecimento de um cidadão estrangeiro naquelas instalações"; "encerramento do EECIT para reestruturação e introdução de alterações significativas"; "o MAI decidiu que o espaço passa a acolher apenas os cidadãos estrangeiros com recusa de entrada em Portugal, deixando de alojar requerentes de asilo".

Finalmente, a nota refere que foi determinada a 30 de outubro, sete meses após a morte de Ihor Homeniuk, "a realização pela IGAI de uma auditoria aos procedimentos internos do SEF, visando a sua avaliação e correção."

A demissão de Cristina Gatões da direção do SEF é insuficiente para a oposição. Audições no parlamento mantêm-se e Joacine Katar Moreira, que avançou com o pedido para ouvir novamente o ministro, quer marcação "com urgência", antes das férias natalícias.

Para o deputado social-democrata Duarte Marques é "revoltante" que a diretora do SEF saia sem qualquer referência ao caso da morte do cidadão ucraniano Ihor Homenyuk nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa, a 12 de março, quando "todos sabemos as razões da saída".

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