Covid-19. Linha SNS24 dividida em três equipas para melhorar resposta

Passará a haver enfermeiros focados em covid-19, outros nas restantes doenças e um terceiro grupo para dar informações. O objetivo é aumentar a eficiência da resposta, à medida que a linha está cada vez mais sobrelotada.

Nas últimas horas, Portugal não registou mais casos de infeção pelo novo coronavírus. Continua com 41 doentes, 375 suspeitos e 667 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde, afirmaram a ministra da Saúde e a diretora-geral da Saúde, em conferência de imprensa, esta terça-feira. No entanto, o alarme social está lançado e, esta segunda-feira, a linha SNS24 (a porta de entrada preferencial para os suspeitos de covid-19) bateu o recorde do chamadas recebidas, não tendo conseguido responder a mais de metade. Por isso, a diretora-geral da Saúde informou que a equipa que atende o número 808 24 24 24 vai ser reorganizada.

Com o objetivo de aumentar a "eficácia da linha", a DGS vai dividir os profissionais de saúde que atendem as chamadas em três equipas: uma dedicada aos cidadãos com sintomas de covid-19, outra para rastrear as pessoas com queixas não relacionadas com o novo coronavírus e alguns enfermeiros concentrados na prestação de informação, explicou Graça Freitas. A diretora-geral da Saúde pediu ainda a quem telefona apenas para esclarecer uma dúvida quanto a planos de contingência, por exemplo, para usar outros meios de comunicação, como o site da DGS.

Esta segunda-feira, a linha bateu o recorde de chamadas. Foram efetuados 27 679 telefonemas, embora destas apenas 10 940 tenham sido realmente atendidas. Graça Freitas reconheceu que é preciso aumentar a resposta e aponta para uma "simplificação do algoritmo" como forma de tornar este serviço mais eficiente. A diretora-geral da saúde relembrou ainda que esta linha não é dirigida a casos de emergência, "qualquer doente que não esteja estável tem sempre outros recursos - o 112", especificou.

Em relação ao estado de saúde dos 41 infetados, a responsável pela pasta da Saúde indicou que há um novo doente que inspira cuidados, mas que aquele que tinha sido referido na última conferência de imprensa "está a evoluir favoravelmente". Para já, e tendo em conta o muito que ainda não se sabe acerca do novo vírus, não é possível apontar exatamente quando é que os primeiros doentes (confirmados a 2 de março) poderão ter alta. Antes de deixarem o hospital, estes doentes terão de repetir duas vezes o teste de despiste com 48 horas de intervalo e ambos apresentarem um resultado negativo.

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