2060 casos confirmados e 23 mortes em Portugal por coronavírus

De acordo com o último boletim da DGS, há ainda 14 casos recuperados. Há mais 460 pessoas infetadas com covid-19 do que no domingo.

Portugal tem 2060 casos de covid-19. Foram confirmados nas últimas 24 horas e estão indicados no último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), esta segunda-feira (23 de março). Há 23 mortes. São dados até às 24:00 de domingo.

São mais 460 casos, um aumento de quase 29 por cento em relação a domingo, quando se registaram 1600 doentes infetados com covid/19.

De acordo com o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se ainda um total de 13 674 casos suspeitos (desde 1 de janeiro). Há ainda 10 212 casos não confirmados e 1402 aguardam resultado laboratorial.

A DGS revela que há 201 doentes hospitalizados e destes são 47 os que estão em unidades de cuidados intensivos.

O maior número de casos continua a registar-se no norte do país, com 1007 casos, na região de Lisboa e Vale do Tejo registam-se 937.

Esta segunda-feira, na conferência de imprensa habitual, a diretora-geral da saúde anunciou que a DGS vai começar a publicar informação sobre a localidade dos doentes infetados com covid-19. Foi também revelado que há um total de 165 profissionais de saúde infetados, dos quais 82 são médicos, 37 enfermeiros e os restantes são auxiliares técnicos ou operacionais, disse o secretário de Estado de Saúde, António Sales.

Sobre as cadeias de transmissão, Graça Freitas afirma que estão a ser triadas milhares de pessoas e há 12 mil cidadãos em vigilâncias, o que exige um esforço grande da DGSanunciou que. "Queremos ser mais transparentes e dar mais informação; Dentro de dias, isso vai acontecer."

Além de Ovar, há outras localidades que podem ter transmissão comunitária, admitiu.

Sobre a partilha de dados pedida pela comunidade académica e científica, a DGS diz que já há partilha com algumas instituições e admite que essa partilha pode ser alargada. "A regra geral é de dar, é de transparência."

"Não sabemos a duração da imunidade"

No domingo, a diretora-geral da saúde referiu-se ao decréscimo dos últimos dias das taxas de crescimento do número de infetados em Portugal, mas considerou que este "comportamento não-explosivo" não oferece condições para fazer antecipações sobre o contágio por tratar-se apenas "uma curva precoce de três dias".

Adiantou que a imunidade dos doentes que já recuperaram é uma questão sem certezas: "Tudo indica que há imunidade na maior parte dos casos, mas não sabemos a duração dessa imunidade. Nos futuros meses e anos vamos ter de testar muitas pessoas para perceber isso", disse Graça Freitas.

O novo coronavírus já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13400 morreram. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 14 mortes e 1.600 infeções confirmadas. Portugal encontra-se, aliás, em estado de emergência desde a meia-noite de quinta-feira e até às 23.59 horas de 2 de abril.

Mais de 1300 mortes na Europa nas últimas 24 horas

Espanha regista esta segunda-feira mais de 2.100 óbitos de covid-19, depois de mais 462 nas últimas 24 horas. Mais de 33 mil pessoas estão infetadas.

A vice-presidente Carmen Calvo foi hospitalizada devido a uma infeção respiratória. Está à espera do teste à Covid-19, segundo o El País.

De acordo com o novo balanço divulgado às 11:00, o novo coronavírus matou 15.189 pessoas em todo o mundo desde que surgiu em dezembro, a maioria na Europa (9.197).

Com 5.476 mortes, a Itália é o país mais afetado à frente da China (3.270), foco inicial do contágio, e Espanha (2.182).

Com 1.395 novas mortes nas últimas 24 horas, num total de 172.238 casos oficialmente diagnosticados, a Europa também é o continente onde a pandemia está a progredir mais rapidamente.

Novas regras a partir deste domingo

O Decreto-Lei, aprovado pelo Governo, que regula o estado de emergência entrou em vigor neste domingo. O documento estabelece que podem permanecer abertos os estabelecimentos que vendem bens essenciais (minimercados, supermercados, hipermercados, frutarias, talhos, peixarias, padarias, lotas), a restauração no espírito do take a way, serviços médicos, de apoio social, papelarias e algumas outras lojas de bairro. Saiba quais aqui.

Já a lista que dita quem tem de encerrar é mais longa e inclui discotecas, jardins zoológicos, pistas de ciclismo e ainda campos de futebol ou rugby (só abertos para os atletas de alto rendimento). Nem as máquinas de vending escapam ao encerramento obrigatório. Fecham as portas todas os espaços que promovam atividades recreativas, de lazer e diversão, atividades culturais, desportivas, espaços de jogos e apostas, termas, spas e o espaço físico da restauração.

Recomendações da DGS

Para que seja possível conter ao máximo a propagação da pandemia, a Direção-Geral da Saúde continua a reforçar os conselhos relativos à prevenção: evite o contacto próximo com pessoas que demonstrem sinais de infeção respiratória aguda, lave frequentemente as mãos (pelo menos durante 20 segundos), mantenha a distância em relação aos animais e tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir (de seguida lave novamente as mãos).

Em caso de apresentar sintomas coincidentes com os do vírus (febre, tosse, dificuldade respiratória), as autoridades de saúde pede que não se desloque às urgências, mas sim para ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24).

Siga todos os desenvolvimentos sobre a pandemia aqui.

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