Coronavírus. Caso suspeito no São João é negativo

O homem, de 62 anos, que esteve a ser avaliado pelos serviços de saúde é um empresário italiano que regressou de uma viagem de negócios à China

O caso suspeito de coronavírus que estava a ser avaliado no Hospital de São João, no Porto, deu negativo, confirmou este sábado a Direção-Geral da Saúde (DGS).

"A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que o segundo caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV) em Portugal, que foi encaminhado ontem para o Centro Hospitalar de São João, foi negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas", refere o organismo em comunicado.

O homem, de 62 anos, que esteve a ser avaliado pelos serviços de saúde é um empresário italiano que regressou de uma viagem de negócios à China no dia 22 e apresentou sintomas semelhantes aos dos doentes atingidos pelo novo coronavírus - febre, tosse e falta de ar. A situação tornou-s emais preocupante quando se soube que teve contacto com um cidadão com provável infeção pelo 2019-nCoV [Coronavírus] .

Segundo o JN, o empresário que presta serviços de robótica esteve cinco horas dentro de uma ambulância, até que chegasse a equipa especializada do INEM que o levou de Felgueiras para o Porto, onde foi submetido aos testes que se revelaram negativos.

O homem começou a sentir-se mal após o almoço e tinha febre e falta de ar, tendo pedido uma aspirina. Foi levado pela proprietário da Armipex - a fábrica onde se tinha deslocado - a uma clínica e foi aí que disse que tinha regressado da China no dia 22, onde teria contactado uma pessoa supostamente infetada - o período de incubação do vírus é de 14 dias.

Segunda suspeita negativa

Com este resultado negativo, Portugal mantinha-se, até meio da manhã deste sábado, sem registo oficial de qualquer pessoa infetada por coronavírus. A primeira suspeita, envolvendo um homem regressado da China em 25 de janeiro e observado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, foi afastada no dia seguinte, também após realização de exames.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira, dia 30 de janeiro, uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional por causa do surto do novo coronavírus, que já provocou 259 mortos na China, que supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, assegurou que os hospitais de Portugal estão preparados para lidar com uma eventual epidemia e que a situação está a ser tratada de forma "tranquila, mas rigorosa".

A DGS pediu a quem regresse de Wuhan ou de outras regiões afetadas na China e que apresente febre, tosse ou dificuldades respiratórias que contacte o SNS24 - 808 24 24 24.

Numa orientação divulgada na quinta-feira à noite, a Direção-Geral da Saúde informou que os casos suspeitos de coronavírus detetados em Portugal devem ser colocados numa área de isolamento e os profissionais que os detetem devem usar equipamentos de proteção individual.

A DGS está em articulação permanente com instituições nacionais e internacionais para adoção de medidas a nível nacional e em consonância com as recomendações que forem sendo emitidas pela Organização Mundial da Saúde e pelo European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

Avião que vai buscar europeus já tem autorização para seguir

O avião fretado pela União Europeia para retirar os cidadãos europeus, entre eles 17 portugueses, da província de Wuhan, onde deflagrou o surto, já terá tido luz verde para seguir para a China depois de ter ficado retido no Vietname por falta de autorização para fazer a viagem - anuncia a SIC Notícias.

O Vietname foi um dos últimos países a suspender as ligações aéreas com a China. Este impasse colocou o Governo francês a liderar as negociações para que a aeronave da Hi Fly pudesse voar até à China e repatriar os 350 cidadãos europeus.

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