Assalto a Tancos: ex-militar detido entrou na GNR este ano

O ex-militar do Exército, que estava colocado na base de Tancos na altura do roubo, é suspeito de ter sido cúmplice interno do grupo que planeou o furto.

Um dos suspeitos do furto de material militar de Tancos, terá entrado na GNR este ano, mas a Guarda não saberia que fazia parte dos alvos investigados no inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O DN já pediu esclarecimentos ao comando-geral da GNR, mas ainda não obteve resposta.

Trata-se de um ex-militar do Exército que, na altura do roubo, era um contratado colocado na base de Tancos e que terá recebido dinheiro do grupo de assaltantes para dar informações sobre as rotinas de segurança e sobre o material que estava guardado nos paióis.

Escapou à operação da Polícia Judiciária (PJ) desta segunda-feira (no âmbito da qual foram detidos outros oito suspeitos - todos civis) por estar de férias fora do país. Foi, entretanto, encontrado pela PJ e vai ser esta quarta-feira presente ao tribunal para o primeito interrogatório judicial.

Este é, para já, o único militar indiciado pelo DCIAP, num processo em que estão em causa "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes".

O juiz de instrução criminal de Lisboa decretou já prisão preventiva para cinco dos oito já detidos, entre os quais um suspeito que também é alvo da PSP, na investigação ao furto das 57 pistolas Glock. Este arguido, A. Laranginha, é suspeito de ter sido o intermediário nos dois casos para a venda das armas para associações criminosas.

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