Armando Gama foi detido por violência doméstica

O cantor Armando Gama foi detido por agressão física e psicológica à mulher em frente ao filho menor. Foi presente ao Tribunal Judicial de Sintra e está proibido de se aproximar ou contactar a vítima.

Armando Gama, de 65 anos, foi detido na terça-feira pela prática do crime de violência doméstica pelo Comando Territorial da GNR, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE). Está agora proibido de contactar a mulher, de 30 anos.

O cantor foi detido na localidade do Sobreiro, em Mafra, no âmbito de um mandado emitido "devido ao perigo de continuidade das agressões praticadas", diz a GNR em comunicado. Fonte oficial confirmou ao DN que se trata de Armando Gama.

O cantor "agredia física e psicologicamente a companheira, de 30 anos, na presença do filho menor", lê-se na nota da GNR.

Armando Gama, que Com Esta Balada que Te Dou venceu o Festival da canção, em 1983,​​​​​​ foi presente ao Tribunal Judicial de Sintra, tendo-lhe sido "aplicada a medida de coação de afastamento e proibição de contacto com a vítima".

No comunicado, a GNR indica também que foi detido, na segunda-feira, na localidade de Toirinha, igualmente em Mafra, um homem, de 37 anos, pela prática de violência doméstica. "Exerceu violência física, psicológica e financeira, durante dez anos, sobre as duas vítimas, a mãe, de 69 anos, e o pai, de 72 anos, deixando-os sem dinheiro para as necessidades básicas". Neste caso foi aplicada a medida de coação de "afastamento e proibição de contacto com a vítima, com recurso a vigilância eletrónica".

Mais detenções

Até novembro de 2019 as forças de segurança - PSP e GNR - efetuaram mais detenções por violência doméstica do que nos doze meses do ano anterior. Ao todo, foram detidas 844 pessoas por este tipo de crime quando em 2018 se ficou por 803 - a PSP deteve 621 e a GNR 223. Um aumento de 5% mesmo quando ainda falta um mês para terminar as contas do ano que agora passou.

Em 2019, o Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR concluiu, pelas notícias publicadas em jornais, que foram mortas 30 mulheres, no âmbito das suas relações íntimas e familiares. Registaram-se mais dois femicídios em outros contextos, mas neste caso os dados reportam apenas a 12 de novembro. Neste período houve também 27 tentativas de femicídio. As 30 mulheres mortas em contexto de violência doméstica até ao final do ano - segundo Sónia Soares, daquele Observatório - deixaram órfãs 18 crianças menores.

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