Mais 226 recuperados e 23 mortes por covid-19 em Portugal. Casos sobem 2,8%

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 603 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (um aumento de 2,8% em relação a ontem), 23 vitimas mortais e 226 recuperados, segundo o boletim da DGS desta quarta-feira. Internamentos continuam a diminuir.

Morreram mais 23 pessoas, no último dia, em Portugal com covid-19, o que faz com que já tenham sido declarados 785 óbitos no país, desde o início da pandemia. Registaram-se também mais 603 casos de infeção pelo novo coronavírus (mais 2,8%), que somando aos anteriores contabilizam um total de 21982. Recuperaram 1143 doentes (mais 226 que ontem), segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), desta quarta-feira (22 de abril).

O número de recuperados portugueses ultrapassou o de mortes, pela segunda vez consecutiva, por causa do "reforço da notificação, através do levantamento junto da Administração Regional de Saúde", explicou a DGS, ao DN. Acrescentando que é previsível que este indicador continue a crescer nos próximos dias "pelo facto de o maior número de casos ter sido no final de março e no início de abril. É natural, por outro lado, que haja uma melhoria do sistema de reporte".

Já o número de hospitalizações voltou a baixar. Estão internadas 1146 pessoas (menos 26 que esta terça-feira), destas 207 encontram-se nos cuidados intensivos (menos seis). O que significa que 86% dos doentes estão a ser tratados em casa. Aguardam resultados laboratoriais 3219 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 30 mil.

A taxa de letalidade geral do país mantém-se nos 3,6%, sendo de 13% nas pessoas acima dos 70 anos - as principais vitimas mortais.

Ainda em relação aos óbitos, há um equilíbrio entre os dois sexos. Até agora, morreram 390 homens e 395 mulheres. Quando 59,3% (mais 0,3% que ontem) dos casos de infetados dizem respeito ao sexo feminino.

Entre os 23 óbitos registados nas últimas 24 horas, 21 diziam respeito a pessoas com mais de 80 anos e continua a não existir nenhuma vitima com menos de 40 anos. A nível da localidade de residência mantém-se a tendência: no Norte morreram 13 pessoas no último dia (de um total de 454 mortes desde o inicio do surto), quatro óbitos ocorreram na região centro, cinco em Lisboa e Vale do Tejo e um no Alentejo - a primeira vitima mortal. Trata-se de um homem de 87 anos que estava internado em Beja, segundo a Administração Regional de Saúde. Era utente do lar Fundação Nobre Freire, onde há, pelo menos, mais dois idosos infetados com o vírus.

No total, há agora 454 vitimas mortais na região do Norte (que tem 13150 casos confirmados), 175 no centro (3053 infetados), 138 em Lisboa e Vale do Tejo (5093), 11 no Algarve (316), 6 nos Açores (109), um no Alentejo (176). A Madeira é a única região do país que não regista mortes, tem 85 casos.

Lisboa (1169), Porto (1102) e Vila Nova de Gaia (1066) respetivamente continuam a ser os únicos municípios com mais de mil casos, de acordo com os dados da plataforma Sinave, que integra informação sobre 81% dos casos confirmados.

No boletim da DGS é ainda possível ver que o país não registou nenhuma alteração dos casos importados. Continuam a identificar-se 735 situações de portugueses que contraíram o vírus no estrangeiro, num de 48 países. Espanha, França e o Reino Unidos são as principais fontes destes casos.

Quanto aos sintomas que os doentes de covid-19 apresentam, esta quarta-feira: a maioria (52%) revela tosse, 37% têm febre e 27% dores musculares.

Mais de um milhão de testes em stock

Sobre a capacidade de testagem do país, o secretário de estado da Saúde, António Lacerda Sales, confirmou, em conferência de imprensa, esta quarta-feira, que Portugal tem "mais de um milhão de testes em stock, que serão distribuídos de acordo com as necessidades", havendo margem para reforçar mais a reserva nacional.

Desde o primeiro dia de março, já foram "processadas mais de 288 mil amostras" biológicas de despiste ao novo coronavírus. Só na semana passada (entre 13 e 19 de abril) realizaram-se, em média, 11 800 exames por dia, que são analisados em 56 laboratórios.

O governante informou ainda que, durante o período da pandemia, o Serviço Nacional de Saúde foi reforçado com 1800 profissionais. "São contratos a termo certo por quatro meses, com possibilidade de serem prorrogados por igual período de tempo", informou sobre estas contratações.

Linha SNS 24 vai adaptar-se a cidadãos surdos

Os cidadãos surdos vão ter acesso a uma plataforma de videochamadas com um intérprete de língua gestual que faz a ponte entre o utente e o enfermeiro da linha SNS 24. Atualmente, este número recebe cerca de 8 mil chamadas por dia, disse o secretário de Estado da Saúde.

Este novo serviço entrou em funcionamento na terça-feira e "vem equilibrar as diferenças entre cidadãos", afirmou o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Luís Goes Pinheiro. Está disponível através dosite do Serviço Nacional de Saúde e pode ser utilizado por hospitais e centros de saúde.

Mais de 178 mil mortes no mundo

Há 2 573 747 de infetados com covid-19 no mundo inteiro, segundo os dados oficiais, atualizados às 10:42 desta quarta-feira. Morreram 178 564 pessoas e recuperaram 701 884.

Os Estados Unidos da América são o país mais afetado com o surto do novo coronavírus, acumulando 819 175 doentes e 45 343 mortes. Só no estado de Nova Iorque morreram mais de 14 mil pessoas. E, por isso, o governador, Andrew Cuomo, pressionou o Presidente dos EUA, Donald Trump, para que este disponibilize mais ajuda federal para os testes de covid-19, numa reunião que se realizou na terça-feira, na Casa Branca. "Este é um problema muito grande. [O aumento nos testes] é importante para os estados que têm mais dificuldade em reabrir [a economia], como Nova Iorque", defendeu Andrew Cuomo.

Espanha é a segunda nação com maior número de casos (208 389, mais 4 211 nas últimas 24 horas) e a terceira com mais óbitos declarados (21 717 - mais 435 que ontem). Segue-se Itália, com 183 957 casos confirmados e com 24 648 vitimas mortais. E depois, França, Alemanha, Reino Unido. Portugal é, neste momento, o 16.º país do mundo com mais infetados de covid-19.

Recomendações da DGS

Para que seja possível conter ao máximo a propagação da pandemia, a Direção-Geral da Saúde continua a reforçar os conselhos relativos à prevenção: evite o contacto próximo com pessoas que demonstrem sinais de infeção respiratória aguda, lave frequentemente as mãos (pelo menos durante 20 segundos), mantenha a distância em relação aos animais e tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir (de seguida lave novamente as mãos). E acima de tudo: fique em casa.

Em caso de apresentar sintomas coincidentes com os do vírus (febre superior a 38º, tosse persistente, dificuldade respiratória), as autoridades de saúde pedem que não se desloque às urgências, mas sim para ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou para a unidade de cuidados primários mais próxima.

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