A seguir à família, a comunidade local é o principal centro de formação de uma pessoa. Nela e nas suas instituições – de creches a escolas, de associações desportivas e recreativas a instituições sociais –, estabelecem-se as primeiras relações humanas fora do seio familiar, que ensinam ainda mais como conviver com os outros, como agir moralmente, como discernir e decidir sobre o que é bom e o que é mau para a sua existência.Como consequência, é nos municípios que as pessoas experimentam pela primeira vez os problemas e os benefícios das sociedades contemporâneas. É no seu território que vivem as lacunas da Saúde, os frutos da inovação económica, as produções artísticas e tradicionais da cultura. Ou, ainda, os dilemas da segurança.Por estes motivos, as autarquias têm a responsabilidade de ser proativas nas políticas que prosseguem para garantir o bem-estar das suas famílias e dos seus munícipes. Se ficarem à espera da atuação do Estado Central, ficarão à espera para resolver os problemas que as pessoas vivem todos os dias nas suas ruas e nos seus bairros. A única resposta possível dos municípios é a ação.Em Cascais, este espírito de iniciativa é característico da ação das instituições locais. E manifestou-se mais uma vez esta semana. Com vista a debater e projetar soluções para os dilemas da segurança no nosso concelho, recebemos o Ministro da Administração Interna para a visita a várias esquadras do nosso concelho e a assinatura de seis protocolos diferentes nas áreas da Segurança e do Socorro.Trabalhar em colaboração com o Governo é essencial para que os municípios tenham a possibilidade de dar mais condições de trabalho e de vida àqueles que o servem. Neste caso, apresentámos as projeções das esquadras futuras da GNR de Alcabideche ou da PSP de Trajouce precisamente com esse objetivo – cooperar com as instituições nacionais, em particular com a Administração Interna, por forma a dar aos nossos agentes mais condições para garantirem a segurança de Cascais e dos cascalenses.E com esta iniciativa, apostámos em todos os domínios possíveis e imagináveis na segurança de um território. Com os protocolos assinados com seis instituições distintas, cobrimos investimentos que garantem mais meios à polícia municipal e à autoridade nacional de segurança rodoviária, à polícia marítima e à Associação Brave-Heart, de salvamentos marítimos, à associação portuguesa de aviação ultraleve e ao Centro Europeu de Riscos Urbanos para garantir mais vigilância e mais segurança nas nossas estradas, nas nossas praias, nos nossos mares e no nosso espaço aéreo.É mais fácil aguardar passivamente a resolução de problemas do que responder ativamente à necessidade de os resolver. Mas o que se faz a pouco custo acaba sempre por sair mais caro. É assim a nível nacional; e também a nível local. Mas por Cascais, o Estado Central não precisa de esperar. Quando em causa está a qualidade de vidas das Pessoas, a nossa ação tem de ser imediata.