Como é do conhecimento geral, Trump cortou a ajuda militar directa à Ucrânia, apenas permitindo a venda de armas a países aliados da Ucrânia, no âmbito da PURL.
Já em 22 de Fevereiro de 2022, havia considerado uma “manobra genial de Putin” ter apoiado a constituição de Estados Independentes na Ucrânia, pois tal permitia-lhe intervir nesse país.
E em 27 de Fevereiro de 2022, num encontro com o PM britânico Keir Starmer, Trump afirmou que Putin era um “homem de palavra”, não sendo necessária uma garantia americana para assegurar que, no futuro, a Rússia cumprisse com os compromissos assumidos.
Já em Agosto de 2025, na Cimeira do Alasca, Trump terá estabelecido um acordo com Putin para a cedência total do Donbass por parte da Ucrânia e, nas semanas seguintes, os EUA elaboraram um plano de 30 pontos, sem a participação da Europa, o qual apontava para um cenário próximo da capitulação ucraniana.
Entretanto, Elon Musk, sócio, amigo e conselheiro de Trump, apoiou publicamente o partido da extrema-direita alemã AfD e a sua candidata Alice Weidel.
E, simultaneamente, J. D. Vance e Trump criticaram o governo Alemão pelas suas “linhas vermelhas” em relação à extrema-direita.
O mesmo Vance apoiou a vitória de Georgescu na Roménia, um candidato à presidência pró-Putin e pró-Russo.
Trump criticou a imigração descontrolada na Europa e Vance lançou, na Conferência de Munique, um ataque total ao Velho Continente, ataque esse que terá agradado, necessariamente, a Putin.
O mesmo Trump acabou com o financiamento a observadores eleitorais e a agências cibernéticas, manifestando desinteresse na monitorização de eleições em países “críticos”, tendo em vista eliminar interferências por parte de forças que pretendam adulterar os resultados obtidos.
Entretanto, Trump tem vindo a pressionar Zelensky no sentido de convocar eleições na Ucrânia, indo ao encontro do que é pretendido por Putin. E mais, Trump tem vindo a afirmar que Putin é confiável e que quer a Paz.
De forma desconcertante, Trum afirmou que “foi Zelensky quem começou a guerra” e que “a culpa da guerra continuar é de Zelensky”.
Posteriormente, Trump convidou, contra a opinião de todos os seus aliados Ocidentais, Putin para o G20 e pretende, agora, convidar a Rússia para o G7, também contra a opinião dos seus aliados.
Mais recentemente, Trump estabeleceu, em Outubro de 2026, o Acordo Diesel, com levantamento das sanções ao petróleo russo, tendo, nos dias seguintes, sido cortado o acesso às informações Starlink por parte da Ucrânia.
Eis um conjunto de actos praticados por Trump que não se norteiam pelo objectivo de melhorar a situação económico-social ou geo-estratégica dos EUA, mas tão somente pelo objectivo de beneficiar o Sr. Putin.
É claro que o Sr. Trump não pode dizer, abertamente, que apoia a Rússia, mas pode, isso sim, contribuir para o reforço negocial do Sr. Putin e para debilitar a Ucrânia. É o que tem feito, não falhando no objectivo de longo prazo: a derrota da Ucrânia.
É caso para se dizer, sempre com um objectivo subjacente aos seus actos mais determinantes, a saber:
MAKE RUSSIA GREAT AGAIN.
Nem mais, nem menos….
Escreve sem aplicação do Acordo Ortográfico