Uma nação que destrói os seus solos, destrói-se a si própria. As florestas são os pulmões da nossa terra, purificando o ar e dando nova força ao nosso povo.Franklin Delano Roosevelt,32.º presidente dos Estados Unidos da América e o presidente mais vezes eleito, de 1933 até ao seu falecimento, em 1945 (1882-1945). A frase extraordinária “Uma nação que destrói os seus solos destrói-se a si própria”, foi escrita pelo presidente Roosevelt numa carta enviada, a 26 de fevereiro de 1937, para todos os governadores dos Estados Unidos da América (EUA). Há quase 90 anos, a razão desta carta prendia-se com a necessidade de combater a erosão dos solos, mas a abrangência do seu significado mantém-se atual.Nos últimos anos, temos assistido a profundas alterações climáticas que ameaçam significativamente a saúde das pessoas e promovem a destruição da nossa casa comum, o planeta Terra.A agravar esta situação, a atual Administração Trump, do 47.º presidente do mesmo país de Roosevelt, deu mais um passo crítico, no passado dia 12 de fevereiro deste ano, ao desmantelar políticas climáticas através da revogação de várias determinações ambientais em vigor nos EUA desde 2009. Trata-se de uma decisão assente em dados incorretos, à revelia do mais elementar bom senso, e perigosa para a saúde, a segurança e o bem-estar dos americanos e de todos nós.As alterações climáticas estão associadas ao aumento das temperaturas médias da Terra, com ondas de calor cada vez mais frequentes. Por exemplo, os gases com efeito de estufa emitidos pelos automóveis, centrais elétricas e instalações industriais acumulam-se na atmosfera como um cobertor, retendo o calor junto à superfície e elevando a temperatura global. Previsivelmente, muitas regiões do mundo, incluindo zonas temperadas, enfrentarão mais dias com temperaturas suficientemente elevadas para ameaçar a vida humana.No verão, o aumento das temperaturas e da aridez seca as florestas, favorecendo a ocorrência de incêndios florestais. No inverno, o ar mais quente retém mais humidade, aumentando a precipitação, intensificando as tempestades e agravando as inundações. Nos oceanos, o aumento da temperatura da água contribui igualmente para a maior intensidade de furacões e tempestades.Não é possível reparar os danos e as consequências das alterações climáticas sem resolver os problemas a montante, na sua origem. Repara-se hoje para voltar a ser destruído amanhã. Nenhum país ou região é suficientemente grande ou poderosa para resolver este problema à escala planetária.As alterações climáticas constituem um dos maiores desafios à existência da Humanidade. A sua mitigação e desejável resolução exigem uma compreensão global das causas e da dimensão deste fenómeno. Exigem também um esforço concertado de todos nós e de todas as nações do mundo.