Leão XIV publicou a sua primeira encíclica. Em Magnifica Humanitas, o Papa não desiludiu os que acreditam que pode assumir-se como um regulador moral de um mundo enlouquecido pela ganância e maldade. A pergunta central é a que muitos de nós poderiam ter feito: em que medida a dignidade da pessoa humana pode ser salvaguardada na era da Inteligência Artificial?.Ao longo de cinco capítulos, e um pouco mais de cem páginas, o sucessor de Francisco propõe uma regulamentação ética capaz de travar um desenfreado poder tecnológico que pode aniquilar quase todas as formas de dignidade humana, a começar pelo Amor e pela empatia.O Papa utiliza a “Torre de Babel” como metáfora. Uma cegueira de domínio semelhante à que levou Nabucodonosor a erguer uma torre capaz de ferir o céu e de o celebrar como mais poderoso do que todas as divindades.."Ao longo de cinco capítulos, e um pouco mais de cem páginas, o sucessor de Francisco propõe uma regulamentação ética capaz de travar um desenfreado poder tecnológico que pode aniquilar quase todas as formas de dignidade humana (...).". Conhecemos o ensinamento bíblico, a ira de Deus desnorteou os homens que deixaram de compreender-se numa mesma língua. O projeto foi abandonado e o Rei que se julgava Deus enlouqueceu, foi expulso do palácio e viveu como um animal. As suas unhas e cabelos cresceram como nunca se vira e alimentou-se durante sete anos de ervas daninhas. Ao fim desse tempo foi despertado por Deus e tornou ao palácio. Humilde perante o que o transcendia, pôde assumir outra vez o trono.Experimente agora trocar o nome Nabucodonosor por Trump e todos os cegos de poder, e Torre de Babel por IA, e faça o seu julgamento sobre a encíclica mais impiedosa das últimas décadas. O Papa declarou guerra aos inimigos de Deus.