Seal contra Oprah: "Ela faz parte do problema há décadas"

O cantor disse que a apresentadora sabia que Harvey Weinstein assediava atrizes

O artista, de 54 anos, fez esta quarta-feira uma publicação que está a gerar polémica. Seal criticou Oprah Winfrey nas redes sociais, alegando que a apresentadora sabia que o produtor cinematográfico Harvey Weinstein assediava atrizes. Para o cantor britânico, a norte-americana "faz parte do problema há décadas".

O cantor recuperou duas imagens de Oprah Winfrey na companhia do produtor de Hollywood Harvey Weinstein, acusado de assédio sexual por mais uma de centena de mulheres, e criticou a postura da também atriz, produtora e empresária.

"Quando fazes parte do problema há décadas mas de repente todos acham que és a solução", pode []

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.