UE reabre fronteiras externas a 15 países. EUA, Brasil e Rússia ficam de fora

A partir de quarta-feira, a União Europeia reabre as suas fronteiras externas, mas deixa de fora mais de 150 países.

A União Europeia (UE) começa a reabrir as fronteiras externas já esta quarta-feira (1 de julho) a apenas 15 países. EUA, Rússia, Brasil e México estão excluídos. Há, no total, cerca de 150 países que ficam fora desta lista restrita que foi decidida esta segunda-feira pelos representantes dos estados-membros, após dias de negociações, que tiveram em conta o risco de contágio do novo coronavírus.

Os cidadãos da Argélia, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Geórgia, Marrocos, Montenegro, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai vão poder entrar em todo o território da União Europeia. A China também o poderá a fazer a partir de quarta-feira, mas tudo depende se Pequim autorizar ou não a entrada de cidadãos europeus.

O texto agora aprovado e que estabelece esta lista de 15 países é, no entanto, uma recomendação da UE que mantém restrições a mais de 150 nações. Os estados-membros podem seguir a recomendação, mas também manter a proibição aos países que agora foram incluídos na lista restritiva, refere o El País.

O objetivo de Bruxelas é evitar uma reabertura das fronteiras externas da UE desordenada e conseguir que seja feita a uma só voz a partir de quarta-feira. O texto aprovado hoje só deverá, no entanto, ser ratificado esta terça-feira, com uma lista definitiva e na qual não deverão fazer parte países como Angola, Venezuela e Cuba.

Depois de os estados-membros colocarem restrições nas suas fronteiras nacionais devido ao aumento do número de casos de covid-19, a Comissão Europeia recomendou a interdição das viagens não essenciais a 16 março.

Um dos critérios para levantar agora as restrições nas fronteiras externas da UE prende-se com a situação epidemiológica dos países, nomeadamente com o número de novos casos de covid-19 por 100.000 habitantes em 14 dias.

Segundo a AFP, a ideia é reabrir as fronteiras externas a países com uma situação "comparável ou melhor" em relação à que se verifica na União Europeia, com uma média de novos casos igual ou inferior a 16 por 100 mil habitantes em duas semanas.

A lista de países que poderão entrar em território da UE vai ser revista a cada 15 dias, podendo ser adicionados novos "países seguros". Por outro lado, a lista poderá ser reduzida, caso a situação epidemiológica o justifique.

A pandemia de covid-19 já matou 502.599 pessoas e infetou mais de 10 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, baseado em dados oficiais.

Os EUA, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 125.928 mortes para 2.564.163 casos.

Depois dos EUA, os países mais afetados são o Brasil, com 57.622 mortes e 1.344.143 casos, o Reino Unido, com 43.575 mortes (311.965 casos), a Itália, com 34.744 mortes (240.436 casos) e a França, com 29.813 mortos (200.667 casos).

A Europa totalizava às 19:00 GMT de segunda-feira, 196.428 mortes e 2.660.794 casos, os Estados Unidos e o Canadá 134.538 mortes (2.667.981 casos), América Latina e Caraíbas 112.321 mortes (2.491.030 casos), a Ásia 33.689 mortes (1.251.153 casos), o Médio Oriente 15.819 mortes (7.431,72 casos), África 9.671 mortes (385.166 casos) e a Oceânia 133 mortes (9.244 casos).

Em Portugal, morreram 1.568 pessoas das 41.912 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde

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