UE acusa Rússia e China de desinformação sobre a pandemia

Chefe da diplomacia europeia quer mais recursos para que os 27 possam combater as campanhas de desinformação.

A Comissão Europeia acusa a Rússia e a China de realizarem campanhas de desinformação após a pandemia de coronavírus na União Europeia (UE) para tentarem "minar o debate democrático" e pediu nesta terça-feira mais dinheiro para essa luta.

"Alguns terceiros países, nomeadamente a Rússia e a China, lançaram (...) campanhas de desinformação sobre o covid-19 na UE e em todo o mundo, para minar o debate democrático, exacerbar a polarização da sociedade e melhorar sua própria imagem", diz um documento ao qual a AFP teve acesso.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e a vice-presidente da Comissão responsável por Valores e Transparência, Vera Jourova, devem apresentar este documento na quarta-feira, na tentativa de combater a desinformação ligada à pandemia.

Em abril, o grupo de trabalho sobre desinformação da UE já havia alertado contra "um impulso coordenado" de fontes oficiais chinesas para desviar a culpa da pandemia, originada na China.

O coronavírus alimentou uma guerra de informação geopolítica na qual o Ocidente acusa Pequim e Moscovo de promoverem histórias falsas ou enganosas sobre a pandemia.

Borrell, que realizou uma reunião por videoconferência com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na terça-feira, pediu aos países do bloco, que atualmente estão a negociar o futuro orçamento plurianual da UE, mais dinheiro para combater a desinformação.

"É claro que precisamos de mais recursos", disse o chefe da diplomacia europeia em conferência de imprensa, defendendo a apresentação de uma "narrativa positiva", além de combater notícias falsas.

O documento da Comissão considera ainda que as plataformas das redes sociais devem fazer mais para promover informações precisas sobre o vírus e limitar o conteúdo falso ou enganador.

"Investigadores e organizações da sociedade civil têm um papel crucial a desempenhar, mas as plataformas não lhes deram poder suficiente durante a atual crise de saúde pública", diz o documento.

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