Trump diz que não renovará directrizes sobre distanciamento social

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira que as diretrizes do Governo federal sobre o distanciamento social devido ao novo coronavírus "desaparecerão" quando terminar o seu prazo, na quinta-feira, e nos estados que iniciam a retoma da atividade.

O Governo norte-americano considera que esta orientação de prudência, emitida há 45 dias, foi integrada nas recomendações dadas pelos estados sobre a forma como podem começar a aliviar gradualmente as restrições e reabrir as suas economias.

"Estas diretivas vão desaparecer porque os governadores estão agora a fazê-lo", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, aquando da reunião desta quarta-feira com o governador democrata pelo estado do Luisiana, John Bel Edwards.

O estado do Lusiana "virou a esquina" na luta contra o vírus, disse o governador ao republicano Donald Trump, no dia em que houve sinais de esperança sobre um novo tratamento contra o vírus e, simultaneamente, indicadores económicos sombrios para o país.

A economia dos Estados Unidos contraiu-se 4,8% primeiro trimestre em termos anuais, um indicador que é precursor dos relatórios sombrios que se aguardam neste verão, uma vez que a pandemia da covid-19 levou ao encerramento de grande parte do país e provocou uma grave recessão.

Trump falou com confiança dos governadores que lideram a retoma nos seus estados, mas a fase de transição não está a correr bem em todas as regiões do país.

"Eu queria dar-lhe os parabéns", disse Trump a Edwards, elogiando o governador pelo trabalho que fez em Nova Orleães, uma das zonas mais afetadas pelo novo coronavírus no país.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 224 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Cerca de 890 mil doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (59.446) e mais casos de infeção confirmados (mais de um milhão).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG