Trump admite que, afinal, o filho se reuniu com russa para obter informação sobre opositor

Através de um tweet, o presidente dos EUA admitiu um encontro na Trump Tower, em 2016, entre o filho Donald Jr. e a advogada russa Natalia Veselnitskaya. Segundo ele, que assegura não ter sabido antes da reunião, esta foi "totalmente legal"

Donald Trump admitiu este domingo que o seu filho Donald Trump Jr. teve um encontro em junho de 2016 com a advogada russa Natalia Veselnitskaya na Trump Tower. O objetivo foi recolher informações sobre um opositor seu. Apesar de o agora presidente dos EUA não indicar nomes, os media norte-americanos associaram logo a notícia a Hillary Clinton, candidata democrata que era rival do republicano na corrida para a Casa Branca há dois anos.

"As Fake News estão a noticiar, de forma completamente fabricada, que eu estou preocupado com o encontro que o meu maravilhoso filho, Donald, teve na Trump Tower. Este encontro destinou-se a obter informações sobre um opositor, de forma totalmente legal e que, em política, acontece a toda a hora - e que não foi a lado nenhum. Eu não tive conhecimento!", escreveu o presidente, na sua conta de Twitter.

Apesar de o chefe do Estado norte-americano desvalorizar este encontro, o certo é que ele está na base da investigação lançada pelo conselheiro especial Robert Mueller sobre a alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais dos EUA em 2016. Nelas, Trump bateu Clinton. Mueller, de 73 anos, foi diretor do FBI entre 2001 e 2013.

Até agora, Donald Jr. também sempre disse que o pai não soube do seu encontro com a advogada russa. No encontro com Natalia Veselnitskaya estiveram também o diretor de campanha de Trump, Paul J, Manafort, e o genro do agora presidente, Jared Kushner, adiantou o ano passado o jornal New York Times.

Veselnitskaya, segundo informações citadas pela AP e fornecidas pelo centro do opositor russo Mikhail Khodorkovsky (ex-líder da petrolífera russa Iukos, entretanto caído em desgraça), é uma advogada bem posicionada e serviu de escritora fantasma para os principais advogados do governo russo.

"Após os cumprimentos habituais, a mulher afirmou que dispunha de informações dando conta que indivíduos ligados à Rússia estavam a financiar o Comité Nacional Democrata e a apoiar Hillary Clinton. As suas afirmações eram vagas, ambíguas e não faziam sentido. Nenhuns detalhes que sustentassem as alegações foram oferecidos. Rapidamente ficou claro que ela não possuía qualquer informação relevante", disse Donald Jr. num comunicado que emitiu há um ano.

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