Serviços de fronteira americanos investigados por grupo de Facebook racista

As publicações neste grupo com 9 500 membros reúnem mensagens e imagens manipuladas sobre mortes de emigrantes de sobre congressistas latinos

As autoridades norte-americanas estão a investigar um grupo de Facebook secreto onde guardas do serviço de fronteiras publicam alegadamente anedotas sexistas e racistas.

O grupo terá cerca de 9 500 membros, segundo a BBC, e as publicações reúnem mensagens e imagens manipuladas com piadas sobre mortes de emigrantes e sobre membros latinos do Congresso, que visitaram centros de detenção de imigrantes esta segunda-feira. Nomeadamente, sobre as democratas Alexandria Ocasio-Cortez e Veronica Escobar.

A congressista Ocasio-Cortez não se mostrou surpreendida com a revelação, porque durante a visita considerou que estes já mostravam evidencias de um comportamento inadequado. "Não são apenas as crianças. É toda a gente. Pessoas a beber água das sanitas. Oficiais a rirem-se em frente aos membros do Congresso", escreveu na rede social Twitter.

A visita às instalações destes serviços aconteceram dias depois da crise migratória ter voltado ao centro das atenções, depois da divulgação da foto de um pai e de uma filha que morreram afogados a tentar passar a fronteira do México para os Estados Unidos. E já no mês passado, a congressista Alexandria Ocasio-Cortez tinha sido alvo de polémica quando comparou os centros de detenção a campos de concentração.

O departamento de Segurança Interna iniciou uma investigação sobre o código de conduta do grupo de guardas do serviço de fronteiras. As autoridades dizem que desde que Donald Trump assumiu o cargo de presidente norte-americano, em 2017, e que a política anti-imigração apertou, se sente também um aumento da pressão em quem fiscaliza a fronteira.

Em maio de 2019, foram detidas na fronteira 132 mil migrantes - o número mais elevado da última década.

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