Secretário da Defesa dos EUA diz que tropas deixam a Síria para oeste do Iraque

O responsável pela pasta da Defesa dos EUA garante que as tropas norte-americanas vão continuar a combater o Estado Islâmico para impedir o seu ressurgimento. Cerca de 200 soltados dos EUA já deixaram a Síria.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos disse este domingo que as tropas norte-americanas vão para o oeste do Iraque quando saírem da Síria, acrescentando que vão continuar a realizar operações contra o Estado Islâmico para impedir o seu ressurgimento.

Mark Esper, que hoje chegou à capital do Afeganistão, afirmou aos jornalistas que não está descartada a hipótese das forças norte-americanas conduzirem missões antiterroristas do Iraque para a Síria, ressalvando que esses detalhes vão ser resolvidos ao longo do tempo.

O secretário de Defesa dos EUA adiantou que conversou com o seu homólogo iraquiano sobre o plano para transferir cerca de mil soldados que estão na Síria para o oeste do Iraque, na luta contra o Estado Islâmico.

Na última quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos referiu que "era hora" de os solados norte-americanos regressarem a casa.

Quando Mark Esper deixou Washington, no sábado, as tropas norte-americanas continuavam a sair do norte da Síria após a invasão da Turquia, na região de fronteira.

Apesar de um acordo de cinco dias de cessar-fogo estabelecido na quinta-feira entre líderes dos EUA e da Turquia, relatos dão conta de confrontos esporádicos entre os combatentes apoiados pela Turquia e as forças curdas da Síria aliadas aos Estados Unidos.

O secretário de Defesa dos EUA sublinhou que a retirada das forças norte-americanas da Síria será deliberada e segura e levará "semanas, não dias".

Segundo as autoridades norte-americanas, cerca de 200 tropas dos EUA deixaram a Síria até agora.

Tropas das Forças Democráticas da Síria abandonaram de Ras al-Ain

Entretanto, as Forças Democráticas da Síria (FDS), dominadas por combatentes curdos, retiraram-se este domingo da cidade Ras al-Ain, no norte da Síria, sitiada por forças turcas e auxiliares sírios, segundo o Observatório de Direitos Humanos (OSDH).

O líder das FDS, Mazloum Abdi, tinha dito no sábado, à France Presse, que os seus combatentes se retirariam da cidade, tal como estava estipulado, no acordo de tréguas feito com Washington.

A promessa foi cumprida e as tropas retiraram-se este domingo da região fronteiriça, com 32 quilómetros de extensão, depois de os soldados turcos as terem deixado sair de Ras al-Ain.

A Turquia também já confirmou a saída dos combatentes curdos, após as tréguas negociadas com os Estados Unidos.

"Um comboio de cerca de 55 veículos entrou em Ras al-Ain e um comboio de 86 veículos partiu para Tal Tamr", lê-se num comunicado do Ministério da Defesa turco, que também transmitiu imagens da retirada dos soldados.

O presidente turco, Recetp Tayyip Erdogan, ameaçou retomar as hostilidades se os combatentes curdos não se retirarem da cidade síria.

Atualizado às 16:58.

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