Sarkozy pode ir a julgamento por financiamento ilegal de campanha

Ministério Público francês recomenda que antigo chefe de Estado seja julgado. Juízes decidem agora se o caso avança ou é arquivado

O Ministério Público francês recomenda que Nicolas Sarkozy seja julgado por financiamento ilegal da campanha presidencial de 2012, avança a imprensa francesa, citando fonte judicial. Sarkozy é suspeito de ter ultrapassado o 'plafond' legal de despesas eleitorais durante a campanha para as eleições das quais saiu derrotado.

O antigo chefe de Estado francês foi constituído arguido no caso por financiamento ilegal mas, ressalva o Le Monde, a justiça considera que não terá tido conhecimento de um esquema de faturas falsas. Ouvido a 4 de setembro de 2015 pela polícia, Sarkozy diz não ter estado envolvido no esquema entre a UMP, o partido de que faz parte - e que atualmente se chama Os Republicanos - e alguns dos prestadores de serviços.

Além de Sarkozy, a procuradoria francesa recomendou o julgamento para outras 13 pessoas, entre as quais altos quadros da antiga UMP, responsáveis da campanha presidencial e dirigentes da empresa de comunicação Bygmalion e da filial da mesma, a Event & Cie.

O inquérito debruçou-se, inicialmente, sobre as faturas falsas num montante de 18 milhões de euros, alegadamente emitidas pela Bygmalion para cobrir os gastos excessivos de campanha. A investigação alargou-se, depois, a outras despesas da UMP, num montante de 13,5 milhões. A campanha excedeu assim, largamente, o montante legal fixado para as despesas, de 22,5 milhões de euros.

Cabe agora aos juízes do tribunal de instrução decidirem se os arguidos vão a julgamento ou se o inquérito será arquivado. Esta decisão é aguardada daqui a cerca de um mês, pouco antes das eleições primárias d'Os Republicanos para escolherem o candidato que irá disputar pelo partido as presidenciais de 2017, e às quais Sarkozy já disse que é candidato.

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