Putin defende reforço da defesa face a "ações agressivas" da NATO

Anexação da Crimeia, em 2014, e o alegado apoio russo à revolta separatista no leste da Ucrânia têm levado ao agravamento da tensão das relações entre a Rússia e o Ocidente

O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu hoje um reforço da capacidade militar da Rússia em resposta à "retórica agressiva e ações agressivas" da NATO, num discurso na Duma, a câmara baixa do parlamento.

"A NATO está a incrementar a sua retórica agressiva e as suas ações agressivas junto às nossas fronteiras", disse Putin na Duma. "Nestas condições, somos obrigados a dedicar uma atenção especial à resolução de tarefas relacionadas com o aumento das capacidades de defesa do nosso país", acrescentou.

O presidente russo, que discursava no 75.º aniversário da invasão da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) pela Alemanha nazi, acusou o Ocidente de recusar diligências de Moscovo para combater o inimigo comum que representa o "terrorismo internacional", como ignorou os alertas soviéticos sobre Hitler, na tentativa de isolar a Rússia devido ao conflito na Ucrânia. "Mais uma vez, como nas vésperas da II Guerra Mundial, não vemos uma resposta positiva", disse.

As relações entre a Rússia e o Ocidente atravessam o ponto mais crítico desde o fim da Guerra Fria devido à anexação pela Rússia da península ucraniana da Crimeia, em 2014, e o alegado apoio russo à revolta separatista no leste da Ucrânia.

O receio de um expansionismo da Rússia para atuais membros da Aliança Atlântica como a Estónia, Letónia, Lituânia ou Polónia levou a NATO a reforçar a sua presença na Europa de leste.

Na segunda-feira, a NATO anunciou a mobilização de quatro batalhões para aqueles países.

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