Putin admite que hackers "patriotas" podem ter interferido em eleições

Líder russo admite que tal é "teoricamente possível", mas nega qualquer envolvimento do Governo russo

O Presidente russo Vladimir Putin disse, esta quinta-feira, que hackers russos com uma "mentalidade patriótica" podem ter efetuado ciberataques contra países que não têm boas relações com a Rússia. Adverte, no entanto, que tais ataques são de iniciativa própria e não patrocinados pelo Kremlin, negando qualquer interferência do Estado russo.

As declarações de Putin, que participou num fórum económico em São Petersburgo, surgiram no contexto de uma resposta do líder russo sobre se Moscovo ia tentar interferir nas eleições alemãs deste ano.

A ligação dos russos a ciberataques está sob grande escrutínio, principalmente devido à investigação entre uma possível ligação entre a Rússia e a campanha de Donald Trump nos EUA. O Kremlin sempre negou qualquer ligação às eleições norte-americanas.

"Se eles [hackers] tiverem uma mente patriota, podem começar a fazer a sua própria contribuição para o que acreditam ser uma luta contra aqueles que falam mal da Rússia. É possível? Teoricamente, sim", afirmou Putin.

"A nível do Estado não tivemos envolvidos em nada, nem estamos a planear estar. É o oposto, estamos a tentar combater isso [pirataria informática] dentro do nosso país", acrescentou.

Putin disse ainda que não acredita que hackers possam influenciar ou alterar eleições, sejam elas na Europa, EUA, ou qualquer outro sítio.

Comparou ainda os hackers a artistas de espírito livre que agem conforme a sua vontade, e que podem fazer parecer que um ataque veio da Rússia, quando tal não aconteceu, de acordo com a Reuters.

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