Angola com 30 novos casos positivos. França com quase 25 mil infetados em três dias

A evolução da pandemia de covid-19 nas últimas 24 horas.

Angola registou 30 novas infeções com o vírus da covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva o total de casos positivos para 2965, mantendo-se o total de 117 mortes, anunciaram este domingo as autoridades sanitárias angolanas.

Segundo os dados apresentados pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, 24 dos novos casos positivos foram detetados em Luanda, e os restantes nas províncias de Cabinda e Zaire, cada uma com três. Os novos infetados têm idades entre os 5 e os 77 anos, sendo 21 homens e nove mulheres.

O balanço atual da pandemia de covid-19 em Angola é de 2965 casos, 117 óbitos, 1198 recuperados e 1650 ativos, dos quais três são críticos, sob ventilação mecânica invasiva, 20 graves, 48 moderados, 44 leves e 1535 assintomáticos. Nos centros de tratamento do país, estão internados mais de 300 infetados.

No que se refere ao laboratório, foram processadas, nas últimas 24 horas, 305 amostras, das quais 30 positivas, perfazendo o cumulativo de 60 193 amostras processadas, sendo 2965 positivas.

As autoridades francesas revelaram este domingo terem sido registadas 7071 novos casos de infeção de covid-19 nas últimas 24 horas, um registo que culmina três dias de números preocupantes, que atingem quase 25 mil novos casos: 8550 no sábado e 8975 na sexta-feira.

"Na França continental, a progressão da circulação viral é exponencial. A forte dinâmica de crescimento da transmissão é preocupante", informou a Saúde Pública de França (SPF). A taxa de positividade (proporção do número de positivos dividido pelo número de testados, nos últimos sete dias consolidados) continua a aumentar, tendo atingido 4,9% no domingo, contra os 4,3% registados a meio da semana.

Nos sete dias anteriores foram internadas 1704 doentes com covid-19, contra 1661 nas últimas 24 horas, período durante o quel entraram três pessoas nos cuidados intensivos, atingindo agora um total de 288 pessoas.

O Reino Unido registou 2988 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o maior número diário de novos casos desde 23 de maio, divulgaram este domingo as autoridades britânicas.

Com estes novos diagnósticos, que representam um aumento face ao número de novos casos divulgado no sábado (1813), o país totaliza 347 152 pessoas infetadas.

Como em outros países europeus, o Reino Unido está a testemunhar igualmente um aumento do número de infetados à medida que a sociedade reabre após o confinamento. Parte deste crescimento de casos também pode ser explicado pelo aumento de testes realizados no país, que estão a identificar pessoas que têm sintomas ligeiros ou que estão assintomáticas.

Este aumento também ocorre numa altura em que os alunos britânicos estão a regressar às salas de aulas. Os dados oficiais hoje fornecidos pelas autoridades britânicas também indicam o registo de dois óbitos relacionados com a doença covid-19 nas últimas 24 horas. Em termos totais, o Reino Unido contabiliza 41 551 mortes por covid-19, o número mais alto na Europa.

Chile regista 2.077 novos casos nas últimas 24 horas

O Chile registou nas últimas 24 horas 41 novas mortes devido à covid-19, num total de 11.592 óbitos, e mais 2.077 novos contágios, atingindo 420.434 casos desde o início da pandemia, informou hoje o Ministério da Saúde.

Do total de contágios, 16.519 doentes permanecem positivos, enquanto 394.300 doentes foram considerados recuperados. No entanto, as autoridades indicaram que dos novos casos registados, 1.364 correspondem a pessoas sintomáticas, enquanto 631 não apresentavam sintomas.

"Isso significa que, em cada três casos positivos, há um que não está a apresentar sintomas", disse em conferência de imprensa o subsecretário das Redes Assistenciais, Arturo Zúñiga.

Os últimos dados precisam que 909 pessoas estão hospitalizadas em Unidades de Cuidados Intensivos, 679 com recurso a ventiladores.

Na sequência da covid-19, o Chile permanece em estado de emergência desde 18 de março, com recolher obrigatório, limitações de mobilidade e com a atividade económica e comercial parcialmente paralisada.

Moçambique registou mais uma morte associada à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de mortes para 27, num dia em que o número de casos subiu para 4444, anunciou este domingo o Ministério da Saúde.

A vítima, de 57 anos, estava internada no centro de isolamento de covid-19 no Hospital Geral da Polana Caniço, em Maputo, onde deu entrada no dia 31 de agosto com "quadro de doença crónica e de doença respiratória grave", refere o Ministério da Saúde num comunicado de atualização de dados sobre a pandemia. "Durante o internamento, o paciente agravou o seu estado geral e foi declarado óbito na manhã do dia 5", acrescenta.

Nas últimas 24 horas, Moçambique registou ainda 103 novos casos positivos de covid-19, elevando o total para 4444, dos quais 4165 são de transmissão local e 279 são importados.

"Dos casos novos hoje reportados, 101 são indivíduos de nacionalidade moçambicana e dois são indivíduos estrangeiros, ambos de nacionalidade portuguesa", especifica o Ministério da Saúde. As autoridades de saúde anunciaram ainda que mais 36 pessoas foram dadas como recuperadas, elevando o total para 2.615 (58%), enquanto 18 pessoas estão internadas.

A cidade de Maputo, capital do país, regista o maior número de infeções ativas, com 1036, seguida da província de Nampula, com 199, e Maputo província e Cabo Delgado, ambas com 185. As restantes sete províncias do país seguem com menos de 100 casos ativos.

Moçambique já testou um total de 104 376 casos suspeitos e pouco mais de dois milhões de pessoas foram rastreadas desde o anúncio da primeira infeção, em 22 de março. Um total de 35 292 pessoas suspeitas de infeção foram colocadas em quarentena domiciliária e 4899 continuam a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde.

O governo italiano registou 1297 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, o que corresponde a cerca de menos 400 que no sábado. Além disso foram contabilizadas sete mortes.

Até ao momento a Itália contabiliza 277 634 casos de infeções de covid-19 e 35 541 mortes desde o início da pandemia.

Atualmente existem 32 078 casos ativos. Do total de afetados, 1638 pessoas estão hospitalizadas e 133 delas estão em terapia intensiva. Outros 30 262 estão em isolamento domiciliário, segundo balanço do Instituto Superior de Saúde do Ministério da Saúde italiano.

As autoridades de saúde da Alemanha revelaram este domingo que foram contabilizados 998 novos casos de infeções por covid-19, o que aumenta o total de casos para próximo a 250 mil.

O Instituto Robert Koch, órgão governernamental responsável pelo controlo e monitoramento de doenças infecciosas, elevou o número provisório de mortos para 9325, mais um que no sábado, enquanto o número de recuperados já ultrapassa 223 mil.

O governo de Angela Merkel e os diversos estados têm defendido nos últimos dias um reforço das restrições para conter os surtos das últimas semanas, com recomendações expressas de não viajar para as zonas consideradas de risco.

A Autoridade de Saúde Regional dos Açores detetou sete casos positivos da covid-19, nas últimas 24 horas, na sequência da realização de 1308 análises nos dois laboratórios de referência do arquipélago.

De acordo com o comunicado diário da Autoridade de Saúde, na ilha de São Miguel foram diagnosticados, através do teste realizado à chegada, uma mulher de 34 anos, não residente e proveniente do continente, e um homem de 38 anos, residente nos Açores, oriundo de ligação com a Madeira.

Foram ainda diagnosticados naquela ilha um homem de 42 anos não residente, com resultado conhecido após o desembarque, e um bebé de sete meses cujos pais, residentes no arquipélago, já tinham tido um resultado positivo após o desembarque recente no arquipélago e estavam a cumprir isolamento desde essa altura.

Na ilha Terceira, foram diagnosticados, através de teste de despiste também efetuado à chegada, uma mulher de 32 anos e os seus dois filhos, de 5 e 9 anos, residentes na região, oriundos de ligação aérea com o continente. Segundo a Autoridade de Saúde, todos os casos "apresentam situação clínica estável".

Um homem de 31 anos identificado como portador do vírus da covid-19 em 26 de agosto, em São Miguel, saiu entretanto da região, "com destino a território continental, à revelia das autoridades", tendo-se já diligenciado, através da Delegação de Saúde Concelhia, os procedimentos "com vista à articulação com as respetivas autoridades e tramitação judicial".

Até ao momento, foram detetados na região 236 casos positivos, verificando-se atualmente 34 casos positivos ativos, dos quais 27 na ilha de São Miguel, seis na ilha Terceira e um na ilha do Pico. O arquipélago regista 16 mortes, todos em São Miguel.

As autoridades sanitárias russas informaram este domingo que se registaram 5195 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva para 1 025 505 o total de contágios desde o início da pandemia.

A maioria dos novos casos detetados pelo centro que coordena o combate ao coronavírus corresponde à cidade de Moscovo, mais concretamente 620 novas infeções, enquanto a região moscovita concentra mais 167 casos.

A segunda maior cidade do país, São Petersburgo, regista 167 novos casos. Moscovo e São Petersburgo também são as zonas com mais mortos nas últimas 24 horas, período durante o qual se confirmaram 61 vítimas mortais, mais do que no resto do país.

Desde o início da pandemia, 17 820 doentes infetados morreram na Rússia, segundo as estatísticas oficiais recolhidas pela agência de noticias Sputnik.

O número de mortos em Israel devido ao novo coronavírus já ultrapassou o milhar e o governo pondera medidas para impor restrições e travar o ressurgimento das infeções.

Segundo dados deste domingo do jornal israelita Hareetz, Israel conta com um total de 1010 mortos, três registados nas últimas 24 horas, em 129.349 casos (413 detetados desde sexta-feira).

Após ter sido elogiado pelo modo como lidou com a crise da covid-19, impondo restrições rígidas ao movimento das pessoas, Israel reabriu a economia em maio e as infeções atingiram números recorde, com mais de 3.000 novos casos diários no pico da nova onda da doença.

Os protestos semanais contra o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, devido ao seu julgamento por corrupção alargaram-se, passando a incluir manifestações contra o modo como tem gerido a crise sanitária e os problemas económicos que daí resultam.

Sob pressão, Netanyahu nomeou em julho o respeitado médico Ronni Gamzu, antigo diretor do Ministério da Saúde, para gerir a questão a nível nacional.

Gamzu emitiu recomendações para restrições em várias das designadas "cidades vermelhas", com maior número de surtos.

Hoje o Governo israelita deve determinar que cidades e bairros deverão regressar ao confinamento, o que levará à proibição de entrada ou saída das zonas em causa e à suspensão das aulas presenciais, entre outras restrições.

África registou 224 mortos devido à covid-19, nas últimas 24 horas, passando a um total de 31.056 óbitos, em 1.291.724 casos de infeção, de acordo com os números mais recentes da pandemia no continente.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas registaram-se, nos 55 Estados-membros da organização, mais 7.463 casos e houve mais 7.396 recuperados.

No total, o continente soma 1.291.724 casos de infeção e 1.031.453 doentes já recuperaram, havendo assim 260.271 casos ativos, mais 67 nas últimas 24 horas.

O maior número de casos e mortos continua a registar-se na África Austral, com 685.522 infeções e 15.813 mortos. Só a África do Sul, o país mais afetado do continente, contabiliza 636.884 casos e 14.779 vítimas mortais.

O norte de África, a segunda zona mais afetada pela pandemia, tem agora 244.964 pessoas infetadas e 8.916 mortos e, na África Ocidental, o número de infeções subiu para 163.826 e o de vítimas mortais para 2.458.

Na região da África Oriental, o número de casos de covid-19 é de 142.096 e 2.822 mortos, e na África Central estão contabilizados 55.316 casos e 1.047 óbitos.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 5.511 mortos e 99.712 casos, seguindo-se a Argélia, com 1.549 mortos e 46.071 casos.

Marrocos contabiliza 70.160 infetados e 1.329 vítimas mortais.

Nos seis países mais afetados estão também a Nigéria, com 59.905 infetados e 1.054 mortos, e a Etiópia, onde estão registados 57.466 infetados e 897 mortos.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, Angola lidera em número de mortos e a Guiné Equatorial em número de casos.

Angola regista 117 mortos e 2.935 casos, seguindo-se a Guiné Equatorial (83 mortos e 4.965 casos), Cabo Verde (42 mortos e 4.275 casos), Guiné-Bissau (38 mortos e 2.245 casos), Moçambique (26 mortos e 4.341 casos) e São Tomé e Príncipe (15 mortos e 896 casos).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia provocada pela covid-19 já matou pelo menos 880.396 pessoas em todo o mundo, desde que a Organização Mundial de Saúde relatou o início da doença em dezembro de 2019, na China.

De acordo com fontes oficiais consultadas pela AFP e divulgadas às 11.00 horas, mais de 26.947.550 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 17.709.800 já são considerados curados.

Este número de casos diagnosticados, contudo, reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas os casos graves, outros dão prioridade ao teste para rastreamento e muitos outros países têm capacidade limitada de testes.

No sábado, 5.171 novas mortes e 268.142 novos casos foram registados em todo o mundo, com a Índia (1.065), Estados Unidos (805) e Brasil (682) no topo da lista de países que registaram mais óbitos no dia.

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 188.540 mortes para 6.246.162 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 2.302.187 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 126.203 mortes para 4.123.000 casos, Índia, com 70.626 mortes (4.113.811 casos), México, com 67.326 mortes (629.409 casos), e Reino Unido, com 41.549 mortes (344.164 casos).

O Peru é o país com maior número de mortes relativamente à população, com 90 mortes por 100.000 habitantes, seguido por Bélgica (85), Espanha (63), Reino Unido (61) e Chile (60).

A região da América Latina e Caraíbas contabiliza 289.874 mortes em 7.778.905 casos, a Europa 218.117 mortes (4.174.404 casos), os Estados Unidos e o Canadá 197.723 mortes (6.377.631 casos), Ásia 104.864 mortes (5.724.057 casos), Médio Oriente 37.929 mortes (1.568.507 casos), África 31.087 mortes (1.294.106 casos) e Oceânia 802 mortes (29.945 casos).

Esta avaliação foi realizada pela AFP junto das autoridades nacionais competentes e através de informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Devido a correções feitas pelas autoridades ou divulgação tardia de dados, os números do aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior", esclarece ainda a AFP.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG