O que sabemos até agora sobre os atentados de Bruxelas

Os ataques terroristas mataram pelo menos 31 pessoas e feriram mais de 300. Ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico

O que sabemos sobre os atentados de Bruxelas às 20.00 de quarta-feira (em Lisboa):

- O aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, foi abalado por duas fortes explosões perto das 8.00 de terça-feira (7.00 em Lisboa).

- Uma fotografia que mostra os suspeitos de ter perpetrado o ataque ao aeroporto foi divulgada pelos meios de comunicação. O homem do do meio na fotografia foi identificado como Ibrahim el -Bakraoui, que se fez explodir no aeroporto. O homem da esquerda é Najim Laachraoui, o segundo bombista suicida do aeroporto, que teve de ser identificado pelo ADN. O homem da direita, de casaco branco e chapéu, permanece a monte e por identificar. Leia mais aqui.

- Cerca de uma hora depois, uma terceira explosão foi sentida na estação de metro de Maelbeek, perto das instituições europeias no centro da capital belga. Este ataque foi perpetrado por Khalid El Bakraoui, irmão de Ibrahim.

- Pelo menos 31 pessoas morreram, segundo o último balanço. O ministério da Saúde divulga ainda que há mais de 300 feridos, 150 dos quais continuam hospitalizados, com 61 nos cuidados intensivos. Há 21 portugueses feridos.

- O atentado foi reivindicado pela organização terrorista Estado Islâmico, através da sua agência noticiosa, a A'maq. O grupo terrorista deixa ainda a ameaça de "dias bem sombrios".

- O governo belga subiu o nível de alerta terrorista para 4, o mais alto. O plano regional de catástrofe para a zona de Bruxelas foi ativado.

- O aeroporto de Zaventem vai permanecer encerrado pelo menos até sexta-feira.

- Um engenho explosivo que continha produtos químicos e pregos foi descoberto juntamente com uma bandeira do Estado Islâmico numa rusga realizada pelas autoridades em Schaarbeek, bairro situado a norte de Bruxelas.

- Em várias cidades europeias sucedem-se as homenagens às vítimas dos atentados. Alguns monumentos estão iluminados com as cores da bandeira belga e decorrem várias vigílias.

- O rei da Bélgica afirmou, numa declaração dirigida ao país, que "O 22 de março nunca mais será um dia como os outros". Filipe referiu que "os vidros estilhaçados, as feridas profundas e sofrimento delas resultante são sentidos pelo país inteiro", depois de ter começado o discurso com "hoje, o nosso país está de luto".

- O ministro do Interior belga, Jan Jambon, salientou que as autoridades estavam cientes que um ataque extremista estava a ser preparado na Europa, no entanto, confessou que foram surpreendidas pela dimensão dos atentados desta terça-feira em Bruxelas.

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