Índia suspende venda de carros a gasóleo para proteger o ambiente

Para combater a poluição, o registo de carros a gasóleo será proibido até final de março

O Supremo Tribunal da Índia baniu temporariamente o registo de carros a gasóleo com cilindrada superior a 2.000 cc na capital, Nova Deli, para combater a poluição e o smog na cidade, uma das mais poluídas do mundo.

Segundo a proposta aprovada ontem, está proibido o registo de carros gasóleo com cilindrada superior a 2.000 cc, até dia 31 de março, na capital e nas áreas mais próximas - uma região com cerca de 16 milhões de habitantes.

Taxistas e condutores da Uber e serviços parecidos serão obrigados a substituir os seus carros gasóleo por automóveis a gás natural. É agora também proibido queimar lixo, segundo a Reuters.

Para o tribunal, a medida não vai afetar os "cidadãos comuns", pois os carros individuais não serão proibidos de circular. Camiões, por outro lado, estão proibidos de entrar na capital. Além disso, o imposto que estes veículos pagam para circular duplicou, passando agora a ser de 2.66 rupias, cerca de 35 euros.

Segundo a Reuters, a indústria automóvel já se mostrou insatisfeita com esta medida, pois afirma que cria uma incerteza no setor que vai afetar tanto investidores como os vendedores, que ficarão com carros nos stands de automóveis.

A Daimler AG, fabricante de automóveis da Mercedes-Benz, afirmou que a proibição "afetará gravemente" os planos de crescimento e investimento na Índia, um país que representa um quarto das vendas de carros gasóleo da marca.

"Também temos de considerar os despedimentos que vão acontecer nas concessionárias e locais onde se produzem motores a gasóleo", declarou outro vendedor, assumindo que ele próprio seria obrigado a dispensar pessoal.

Os defensores e organizadores de campanhas para proteger o ambiente e o advogado que colocou a proposta em tribunal não se mostraram totalmente satisfeitos, pois querem que a proibição se estenda a outras cidades.

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