Marrocos regressa à União Africana apesar de diferendo sobre Sara Ocidental

País tinha deixado em 1984 a Organização da Unidade Africana (antecessora da União Africana), depois de esta ter reconhecido o Sara Ocidental

A União Africana (UA) aceitou Marrocos como membro oficial, mais de três décadas depois de Rabat ter deixado a Organização da Unidade Africana (o organismo antecessor) em conflito pelo estatuto do Sara Ocidental.

"É um belo dia quando regressamos a casa depois de uma ausência demasiado longa. África é o meu continente e a minha casa. Estou finalmente em casa e estou feliz por vos ver", disse o rei Mohammed VI, que desde o ano passado fazia campanha para a adesão. "Senti a vossa falta", acrescentou no final da cimeira da UA na Etiópia (sede da organização).

Numa votação realizada na segunda-feira, 39 dos 54 Estados-membros da UA aceitaram a reintegração de Marrocos, apesar da resistência da Argélia e da África do Sul devido ao estatuto do Saara Ocidental.

Marrocos abandonou a então chamada Organização da Unidade Africana (OUA) em 1984, depois de a organização admitir a República Árabe Sarauí Democrática (RASD). Marrocos sustenta que a antiga colónia espanhola é uma parte integrante do reino, rejeitando a posição da Frente Polisário, que luta pela independência do território, de convocar um referendo sobre a autodeterminação. O Sara Ocidental está na lista de territórios não-autónomos das Nações Unidas desde 1963.

"Marrocos foi admitido na UA como o 55.º membro do organismo continental. Tal foi feito com o entendimento de que o Sara Ocidental permanecerá membro da União Africana", disse lamine Baali, embaixador do Sara Ocidental para a Etiópia e a UA.

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