"Mais seguro que Londres". Coreia do Norte quer atrair turistas russos

Agência de viagens promete que turistas vão experienciar totalmente a cultura norte-coreana, mas desaconselha longas conversas com a população local

A Coreia do Norte autorizou a criação da primeira agência que organizará viagens para Pyongyang a partir da Rússia, abrindo assim as portas para aos turistas russos. A agência promete aos clientes uma "completa imersão na cultura" norte-coreana e garante que é "mais seguro" visitar este país do que "dar um passeio à noite em Londres".

A empresa NKOREAN.RU, em Moscovo, recebeu a aprovação do governo norte-coreano e vai organizar viagens de grupo e individuais para este país. O objetivo "é mostrar aos viajantes a vida multifacetada deste país isolado", segundo a Reuters.

Os visitantes terão de cumprir certos requisitos antes de poderem entrar na Coreia do Norte e durante a viagem estarão sempre acompanhados por um guia. Estão proibidos de tirar fotografias a locais estratégicos ou militares e "não são recomendadas" longas conversas com a população local.

A 'tour' mais cara, que promete 15 dias de "completa imersão na cultura da Coreia do Norte", custa 118 mil rublos, o equivalente a cerca de 1700 euros. O programa inclui uma visita a uma quinta, a uma fábrica, a um templo budista, passeios pelas montanhas e visitas a vários museus em honra de Kim Il-Sung, tido como o "sol da nação". Os visitantes poderão também desfrutar da culinária tradicional.

Os programas das outras visitas turísticas incluem idas à praia, espetáculos de aviação e até a ida a um festival de cerveja.

Esta nova ligação turística entre Pyongyang e Moscovo surge após os cidadãos norte-americanos serem proibidos pela administração de Trump de viajarem para a Coreia do Norte. Ao mesmo tempo, várias agências de viagem chinesas, que organizavam passeios à Coreia do Norte, suspenderam as visitas ao país vizinho devido à crescente tensão entre Washington e Pyongyang.

A tensão tem aumentado desde que a Coreia do Norte testou dois mísseis balísticos intercontinentais, em julho. Em resposta, as Nações Unidas impuseram novas sanções económicas ao país, o que pode explicar o investimento norte-coreano no turismo, segundo a Reuters.

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