Mais 651 mortos e 5 560 infetados nas últimas 24 horas em Itália 

Os dados foram atualizados pelas autoridades de saúde italianas. O balanço geral dá conta de um total de 59 138 casos confirmados de covid-19 e 5 476 mortos.

Foram infetadas e morreram menos pessoas em Itália por causa da covid-19, nas últimas 24 horas. No sábado o número de mortos registou um novo recorde (mais 793) e este domingo foram menos cerca de cem: 651, segundo os dados avançados pela Proteção Civil italiana. Também o número de infetado diminuiu: são mais 5 560 casos confirmados hoje, quando ontem tinham sido mais de seis mil. No entanto, com isto não se pode dizer que a curva epidemiológica italiana está a decrescer. Ainda é cedo para essas análises.

Itália é o país do mundo onde o número de novos casos mais aumenta a cada dia, tal como o de mortos que já superou em mais de 1500 os da China - país onde o novo coronavírus surgiu no final do ano passado. O balanço geral italiano dá conta de um total de 59 138 casos confirmados de covid-19 e 5 476 mortos. Já recuperaram 7 024 pessoas.

Na Europa, o segundo país mais afetado é a Espanha, onde nas últimas 24 horas morreram quase 400 pessoas. O país vizinho soma neste momento 28 573 infetados e 17 25 mortos. Com a curva epidemiológica a crescer, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, anunciou o prolongamento do estado de emergência, este domingo, enquanto os médicos espanhóis relatam a "guerra da nossa geração". A região mais atingida pela covid-19 é a de Madrid, com 9 702 infetados e 1 021 mortos, seguida pela da Catalunha (4 704 e 191), do País Basco (2 097 e 97) e a de Castela-Mancha (1 819 e 112).

No mundo inteiro há mais de 324 mil infetados, 96 mil recuperados e quase 14 mil mortes.

EU dá 50 milhões para fabrico imediato de ventiladores e máscaras

A Comissão Europeia aprovou este domingo uma ajuda estatal a Itália de 50 milhões de euros para apoiar o fabrico imediato de dispositivos médicos como ventiladores e equipamentos de proteção como máscaras, óculos, aventais e roupas de segurança.

De acordo com Bruxelas, esta ajuda estatal a Roma visa "fornecer o tratamento médico necessário para os infetados, enquanto protege os operadores de saúde e os cidadãos", anunciou o executivo comunitário numa informação divulgada no seu site.

Itália encerra todas as atividades não essenciais

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, afirmou este sábado, numa conferência de imprensa transmitida em direto na rede social Facebook, que esta é uma "decisão difícil", mas "necessária", para "enfrentar a fase mais aguda" desta pandemia, que já fez de Itália o país com o maior número de mortos no mundo. O Governo decidiu encerrar todas as "atividades de produção, em todo o território, que não sejam estritamente necessárias, cruciais e essenciais para garantir bens e serviços essenciais", referiu.

A região italiana da Lombardia, a mais afetada pela pandemia da covid-19, também vai endurecer as medidas restritivas para conter o surto, decretando a proibição de fazer desporto e multas até 5000 euros para reuniões em lugares públicos. O decreto entra em vigor este domingo e vigora até 15 de abril, indicou a região do Norte de Itália na sua página da Internet.

O documento suspende as atividades artesanais, de escritórios e empresas, bem como os mercados semanais, com exceção dos serviços essenciais, urgentes ou de utilidade pública, impede a utilização de máquinas de venda automática e interrompe as obras em curso, exceto as hospitalares e rodoviárias.

Todas as unidades de alojamento serão igualmente encerradas e os clientes deverão abandoná-las nas primeiras 72 horas após o decreto entrar em vigor, ficando de fora apenas os alojamentos relacionados com a gestão de emergências.

Com Lusa

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