Julgamento do extremista Salah Abdeslam adiado para 2018

É o único sobrevivente do grupo responsável pelo ataque de Paris em novembro de 2015

O início do julgamento do extremista islâmico francês Salah Abdeslam pelo tiroteio ocorrido na capital belga em março de 2016, durante uma fuga, foi adiado para fevereiro de 2018, anunciou esta segunda-feira o tribunal de Bruxelas.

O processo judicial do único sobrevivente do grupo responsável pelo ataque de Paris no dia 13 de novembro de 2015, e que deveria começar hoje, foi adiado a pedido da advogada Sven Mary.

O tribunal federal belga e o tribunal correcional composto por três juízes não se opuseram ao pedido da advogada de Salah Abdeslam que afirma precisar de tempo para se preparar, visto ter aceitado a defesa do réu há pouco tempo.

O processo prevê uma estreita cooperação judicial entre a França e a Bélgica.

Salah Abdeslam vai ser julgado pelo tiroteio com a polícia belga no dia 15 de março de 2016 em Forest, Bruxelas, num dos esconderijos que usava como refúgio durante os quatro meses em que esteve em fuga depois do atentado de Paris.

Abdeslam e Sofiane Ayari acabaram por ser capturados no bairro de Molenbeek, na capital belga no dia 18 de março de 2016, três dias depois do enfrentamento com a polícia.

Os dois são acusados pela justiça belga de "tentativa de assassinato de polícias, uso de armas proibidas" num processo de "contexto terrorista".

Inicialmente Salah Abdeslam, 28 anos, quis representar-se a si mesmo em tribunal, mas a família acabou por o convencer a constituir um advogado.

Transferido em abril de 2016 para Fleury-Mérogins, Paris, o extremista permaneceu em silêncio perante os investigadores franceses durante cerca de um ano e meio.

Surpreendentemente, acabou por decidir, no passado mês de setembro, comparecer no processo sobre o tiroteio em Bruxelas.

As autoridades judiciais belgas sublinham que se trata da primeira vez que o réu mostrou vontade em dialogar.

O procurador federal belga, Frédéric Van Leeuw, disse recentemente que é possível que Abdeslam venha a "revelar a chave" sobre a organização extremista que esteve envolvida nos atentados de Paris e de Bruxelas.

Os ataques de Paris e de Bruxelas foram reivindicados, na altura, pelo grupo Estado Islâmico.

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