Itália: Lombardia "respira" mas no resto do país pandemia continua

O boletim da Proteção Civil italiana desta sexta-feira regista mais 2339 casos confirmados e 766 vítimas mortais.

A região da Lombardia em Itália, com Milão como capital, e mais afetada pela pandemia do covid-19, finalmente "respira". No entanto, os sinais de desaceleração ali não se refletem na totalidade do país que regista, esta sexta-feira, uma tendência de estagnação, mas os números de infetados e de vítimas mortais continuam muito elevados.

O boletim de 3 de abril regista mais 2339 casos e 766 vítimas mortais. Ontem, eram 2477 os novos casos e 760 as mortes em resultado do novo coronavírus.

Segundo os dados da Proteção Civil italiana, nas últimas 24 horas morreram 766 pessoas, atingindo um total de 14.681 mortes desde o início da pandemia. O número de pessoas que já se curaram também se mantém - são agora 19 758, o que significa um amento de 1480 casos curados (ontem, eram 1431).

Itália regista desde o início da pandemia 119.827 casos confirmados da doença e 14.681 mortes.

Lombardia. "Hospitais começam a respirar"

O boletim desta sexta-feira referente à região da Lombardia dá conta de mais 1.455 casos confirmados. Há ainda registo de 351 mortes.

A região regista 8.311 mortes e 47.520 casos confirmados de covid-19 desde o início do surto no país, em fevereiro.

Na província de Milão, o aumento é de 387 casos nas últimas 24 horas, no dia anterior havia 482.

Giulio Gallera, conselheiro da região, diz que "o crescimento parou, os hospitais estão a começar a respirar" e que os números na Lombardia são "reconfortantes" mostrando que se está "numa fase de estabilização que tende a diminuir".

"Os dados mostram que o nosso esforço está a produzir resultados", acrescentou, citado pelo jornal La Repubblica.

O chefe da Proteção Civil italiana afirmou esta sexta-feira que o confinamento devido à pandemia de covid-19, provocada pelo novo coronavírus, durará pelo menos até 2 de maio, e a reabertura de atividades só começara a dia 16 desse mês.

Em declarações à rádio RAI1, Angelo Borrelli, que é o responsável pela comunicação diária dos boletins sobre a pandemia, afirmou que não acredita que o estado de emergência seja levantado antes de 1 de maio e que os italianos terão de ficar em casa "durante muitas semanas".

Abertura das atividades só a partir de 16 de maio

O chefe da Proteção Civil reiterou a necessidade de continuar a ter um "comportamento extremamente rigoroso" e considerou que "o coronavírus mudará a abordagem em relação aos contactos humanos e interpessoais".

"Teremos de manter distância por algum tempo", defendeu.

Em relação à "fase dois" anunciada pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que consistirá na abertura gradual das atividades, Borrelli especificou que ela só poderá começar a partir de 16 de maio.

"Temos de aplicar medidas firmes e cautelares, porque a possibilidade de regresso do vírus não está excluída, como demonstram as novas medidas na China", explicou.

Em relação ao tempo das crianças ao ar livre, questão que causou polémica no Governo já que, inicialmente, parecia ter sido autorizado, mas depois foi explicado que não, Borrelli afirmou que nada mudou e que "se deve ter cuidado, respeitar as regras de prudência e ficar em casa".

O Governo decretou medidas de confinamento e encerramento de atividades não essenciais até 13 de abril, ou seja, até ao final das festividades da Páscoa.

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