Manifestantes dispersados com tiros e gás lacrimogéneo

A polícia utilizou gás e cartuchos de chumbo que causaram ferimentos em pelo menos duas pessoas
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A polícia venezuelana dispersou esta quarta-feira manifestantes com recurso a disparos e gás lacrimogéneo em vários locais da capital, Caracas, após uma manifestação de apoio ao presidente do Parlamento, o opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente interino.

Na zona de Chacao, os polícias "começaram a disparar e nós fomos esconder-nos. A polícia encostou-me contra a parede e agrediram-me", disse à agência EFE Gered Prieto, um estudante de 15 anos.

A polícia utilizou gás e cartuchos de chumbo que causaram ferimentos em pelo menos duas pessoas, segundo a Efe.

Os 'media' locais publicaram 'online' vários vídeos que registam a atuação da polícia sobre os manifestantes e foram confirmados episódios semelhantes em vários locais do país.

Hoje, a política impediu uma concentração na zona de El Paraíso, no oeste da capital, que deveria juntar-se à grande manifestação no centro de Caracas.

Centenas de milhares de venezuelanos manifestaram-se esta quarta-feira nos 23 Estados do país contra a Presidência de Nicolas Maduro, numa mobilização convocada pelo presidente do Parlamento que prometeu novas eleições e considerou "ilegítimo" o atual governo.

"Levantemos a mão: Hoje, 23 de janeiro, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional e perante Deus todo-poderoso e a Constituição, juro assumir as competências do executivo nacional, como Presidente Encarregado da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação [da Presidência da República], um Governo de transição e eleições livres", declarou.

Para Juan Guaidó, "não se trata de fazer nada paralelo", já que tem "o apoio da gente nas ruas".

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