Putin apelida morte de líder separatista de Donetsk de ato "cobarde"

Alexander Zakharchenko, líder da República Popular de Donetsk, foi morto numa explosão num café. Rússia vai investigar a morte como "terrorismo internacional".

O presidente russo, Vladimir Putin, apelidou de ato "cobarde" a morte do líder da região separatista de Donetsk. Apoiado pelo Kremlin, Alexander Zakharchenko, de 42 anos, foi morto numa explosão num café e a Rússia diz que vai investigar a sua morte como "terrorismo internacional".

Moscovo (mas não Putin) acusaram de imediato o governo ucraniano de estar por detrás do "ataque terrorista", mas Kiev rejeitou a acusação e diz que terá morrido por causa da existência de conflitos entre os rebeldes e os apoiantes russos. Putin disse que o objetivo é desestabilizar a frágil paz.

Na explosão, que terá sido provocada por uma bomba colocada num veículo, ficou também ferido o responsável pelas Finanças da região, Alexander Timofeev.

Antigo mecânico e depois empresário, Zakharchenko foi um dos comandantes dos separatistas pró-russos desde o início do conflito com o exército ucraniano, em abril de 2014. Desde então já terão morrido mais de dez mil pessoas, segundo os dados das Nações Unidas, havendo ainda 1,5 milhões de pessoas deslocadas.

Em novembro, meses depois de os territórios rebeldes do leste da Ucrânia proclamarem a independência, Zakharchenko foi eleito presidente da "República Popular de Donetsk" com 81% dos votos.

Vários comandantes separatistas têm sido mortos nos últimos anos, em atos que os separatistas atribuem aos serviços especiais ucranianos.

Por causa do apoio russo aos separatistas ucranianos e da anexação da Crimeia, EUA e União Europeia aprovaram uma série de sanções económicas à Rússia. Putin sempre negou ter enviado tropas e armas para o Leste da Ucrânia, admitindo contudo que voluntários russos estejam a lutar ao lado dos separatistas.

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