Português morto no atentado a hotel no Burkina Faso

Havia ainda outro português no hotel alvo do ataque, mas saiu ileso

Um cidadão português é uma das vítimas mortais no ataque de um comando 'jihadista', na sexta-feira, contra um hotel e restaurante de Ouagadougou, capital do Burkina Faso, disse hoje à Lusa fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.

Entre os 29 mortos, está um cidadão português, uma informação transmitida a Portugal, pelas autoridades francesas.

No hotel onde se verificou o ataque estava um outro cidadão português, consultor da União Europeia, que saiu ileso, acrescentou a mesma fonte, salientando que esta informação foi recolhida pelos serviços consulares de Portugal no Senegal.

Um balanço divulgado no sábado, na capital do Burkina Faso, diz que 29 pessoas foram mortas e 30 feridas no ataque de um comando 'jihadista', na sexta-feira, contra um hotel e restaurante de Ouagadougou, frequentado por estrangeiros.

No sábado, o ministro suíço dos Negócios Estrangeiros disse que dois suíços foram mortos no ataque, e o primeiro-ministro canadiano afirmou que seis canadianos estão entre as vítimas mortais.

Uma fonte próxima do procurador de Ouagadougou, citada pela agência France-Presse, disse que a maioria das vítimas é constituída por estrangeiros, brancos, tendo-se referido ainda à morte de cinco nacionais do Burkina Faso.

Segundo o ministro da Segurança Interna do Burkina Faso, os corpos de três 'jihadistas', todos homens, já foram identificados, precisando que os assaltantes eram "muito jovens".

"Aqueles que os viram calculam que eram muito jovens, o mais velho não deveria ter mais de 26 anos", declarou o ministro, antes de adiantar que o grupo atacante chegou ao hotel em veículos com matrículas do Níger.

Uma fonte da segurança tinha antes evocado a presença de, pelo menos, quatro 'jihadistas', incluindo duas mulheres.

Na noite de sexta-feira os 'jihadistas' atacaram o restaurante Capuccino e o hotel Splendid, frequentados sobretudo por ocidentais. Foram necessárias 12 horas às forças da ordem para assumirem o controlo da situação, na manhã de sábado.

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