Nova Zelândia aprova retirada das condenações de homossexuais anteriores a 1986

O país proibiu a discriminação contra homossexuais em 1993 e legalizou o casamento 'gay' em 2013

O Parlamento da Nova Zelândia aprovou e noticiou, esta quarta-feira, uma lei que retira do registo criminal as condenações por homossexualidade, anteriores à sua descriminalização, em 1986.

"Gostaria de pedir desculpas, novamente, a todos os homens e membros das comunidades homossexuais que foram prejudicados pelos danos, estigma e outros efeitos negativos das condenações por crimes homossexuais", afirmou o ministro da Justiça neozelandês, Andrew Little.

"Esta lei envia uma mensagem clara de que a discriminação contra os homossexuais não é mais aceitável e que estamos comprometidos em corrigir os erros do passado", acrescentou.

Apesar da homossexualidade ter sido descriminalizada na Nova Zelândia em 1986, as condenações das pessoas ainda constavam nos seus registos criminais.

A nova lei foi votada por unanimidade na passada noite de terça-feira.

De acordo com as estimativas daquele Ministério, existem cerca de mil pessoas que podem agora exercer o direito de retirar estas antigas condenações, quando o processo entrar em vigor no próximo ano.

Depois de descriminalizar a homossexualidade em 1986, a Nova Zelândia proibiu a discriminação contra homossexuais em 1993 e legalizou o casamento 'gay' em 2013.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).