Jogador do Arsenal apela aos futebolistas para se manifestarem contra leis antiaborto

"Não é apenas um problema para as mulheres". No seguimento da corrente de debate e aprovação de leis antiaborto nos EUA, Héctor Bellerín alerta que a proibição também é um problema para os homens.

Está longe dos relvados desde janeiro devido a uma lesão, mas não do que se vai passando no mundo e especialmente nos EUA. De acordo com o The Guardian, o lateral-direito do Arsenal e da seleção espanhola Héctor Bellerín, 24 anos, recorreu ao seu estatuto de celebridade para deixar um apelo nas redes sociais. Através da sua conta de Twitter, desafiou os colegas futebolistas a manifestarem-se publicamente contra a lei antiaborto aprovada no Alabama ainda esta semana.

"Queria ver se alguém do nosso setor falava sobre o projeto de lei sobre o aborto, mas acho que as pessoas estão demasiado assustadas. Este não é apenas um problema para as mulheres, é para todos os seres humanos. Nós lutamos pela igualdade e isso é algo pelo qual os homens devem lutar e não esconder", escreveu.

As reações não tardaram a chegar e até o ex-jogador Ian Wright respondeu, com um gif a indicar o seu apoio à mensagem.

Também o ativista LGBT Jack D apressou-se a elogiar a atitude do atleta. "Absolutamente emocionado ao ver um jogador de futebol a usar a sua plataforma para enviar uma mensagem política positiva. Boa!".

Do Alabama para todo o país

Qualquer médico que permita um aborto poderá arriscar uma pena de prisão entre dez a 99 anos, mesmo em casos de violação e incesto. A única exceção é se a mãe correr risco de vida. A medida gerou uma onde de manifestantes pró-aborto por todo o país.

Até agora, as várias tentativas estaduais para proibir o aborto foram consideradas institucionais pelos tribunais norte-americanos e, por isso, nenhuma chegou a ser implementada. Mas só no primeiro trimestre de 2019 houve 28 governos estaduais a debaterem e a aprovarem leis de restrição ao aborto.

No Missouri, foi aprovada a legislação que proíbe abortos após oito semanas de gravidez. Também Kentucky, Mississippi, Ohio e Georgia decidiram proibir o aborto ao final de seis semanas, tendo como marca de referência o período em que o primeiro batimento cardíaco é detetado.

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