Estação de metro em Nova Iorque reabre 17 anos depois do 11 de Setembro

Renovação da estrutura custou 181,8 milhões de dólares (cerca de 157,3 milhões de euros).

Uma multidão assistiu no último fim de semana à reabertura da estação de metro de Cortlandt Street em Nova Iorque. Foi por volta das 12 horas de sábado que o primeiro comboio regressou à estação junto ao World Trade Center, 17 anos depois de ter ficado destruída na sequência dos atentados terroristas do 11 de Setembro.

De acordo com a CNN, a estrutura reabriu com um revestimento em mármore e aço cromado, e ostenta como ex-líbris uma obra de arte denominada Chorus, um mosaico de mármore branco que reveste as paredes e através do qual é possível ler excertos da Declaração da Independência dos Estados Unidos de 1776 e da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

"Esta é mais do que uma estação de metro renovada. É símbolo da determinação dos nova-iorquinos em restaurar e melhorar substancialmente o local do World Trade Center", disse à CNN Joe Lhota, presidente da Autoridade Metropolitana dos Transportes de Nova Iorque (MTA).

Fidel Molina, uma jovem de 18 anos, foi uma das primeiras pessoas a chegar à estação. Usando uma T-shirt e um boné com o logótipo da linha 1 do metro de Nova Iorque, mostrou o desejo de um dia vir a trabalhar na MTA.

"Andei em todo o sistema do metro de Nova Iorque e as linhas 1 e 5 são as minhas favoritas. Desde criança que queria ver esta estação, mas fechou depois de as Torres Gémeas terem sido destruídas. Sinto-me orgulhosa por estar aqui", disse.

A reabilitação da estação, que recebeu o nome WTC Cortlandt Street, custou 181,8 milhões de dólares, cerca de 157,3 milhões de euros, e implicou a substituição integral do teto e de 365 metros de percurso.

A professora universitária e artista Ann Hamilton colaborou no projeto e marcou presença na cerimónia de inauguração. "Foi incrivelmente bonito ver as pessoas responderem silenciosamente ao que penso ser o peso, a importância e o materialismo da linguagem que está na parede", disse ao canal de televisão norte-americano NY1.

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