Boeing 737 Max 8 na frota de 28 companhias aéreas. Uma opera em Portugal

Oito companhias aéreas, entre as quais quatro chinesas, já imobilizaram modelo de avião se despenhou este domingo na Etiópia e em outubro do ano passado na Indonésia

As duas tragédias nos últimos cinco meses com aviões Boeing 737 Max 8, o último dos quais no domingo na Etiópia e que provocou a morte dos 157 ocupantes, já levaram a que cinco das 28 companhias aéreas que possuem o modelo suspendessem a sua utilização.

As transportadoras chinesas Shenzhen Airlines, China Eastern Airlines, Air China e Kumming Airlines, na sequência da suspensão decratada pelas autoridades da China a todas as companhias aéreas do país, a Ethiopian Airlines, detentora do aparelho que se despenhou no domingo, a Cayman Airways e as indonésias Garuda Indonesia e Lion Air foram as que decidiram imobilizar esse modelo em particular.

Entre as quase três dezenas de transportadoras em que operam os Boeing 737 Max 8, apenas uma, a Norwegian Air shuttle, funciona em Portugal, de acordo com a lista de companhias aéreas da Aeroportos de Portugal (ANA). A companhia norueguesa, que utiliza o modelo desde junho de 2017, já comunicou que a utilização do mesmo se vai manter mas que está "em estreito diálogo com a Boeing".

Tal como a transportadora nórdica, também a Flydubai, que diz "estar a monitorizar" a situação, a TUI Group, "em contacto estreito com a produtora", a Air Italy, "em constante diálogo com as autoridades", a SlikAir, "a monitorizar os desenvolvimentos de perto", e a Southwest Airlines, "em contacto com a Boeing", vão continuar a operar.

LOT Polish Airlines, Corendon Airlines, Mauritania Airlines, SpiceJet, Okay Airways, Malindo Air, Sunwing Airlines, Areolineas Argentinas, Oman Air. JetAirways, WestJet, Aviation Capital Group, Aeromexico, Gol Airlines e Gecas Travel Services são as outras companhias aéreas que utilizam o modelo, segundo a BBC.

O acidente de domingo foi o segundo com aquele modelo no espaço de quatro meses, causando a morte de um total de 346 pessoas. O primeiro, um voo da Lion Air, ocorreu ao largo da costa da Indonésia, em circunstâncias semelhantes, em 29 de outubro, e resultou também na morte de todos os 189 ocupantes.

O segundo, no domingo, partiu da capital etíope, Adis Abeba, e tinha destino à capital do Quénia, Nairobi. O aparelho caiu numa zona chamada Hejeri, perto da cidade de Bishoftu, a cerca de 42 quilómetros a sudeste da capital da Etiópia e onde fica sediada a maior base da Força Aérea etíope. Quénia com 32, Canadá com 18 e Etiópia com 9 são os países que perderam mais cidadãos. China, Itália e Estados Unidos perderam oito pessoas cada, o Reino e a França têm a assinalar sete mortos, seguindo-se Egito (seis) pessoas), Alemanha (cinco), Índia e Eslováquia, cada uma com quatro. A lista segue com uma série de cidadãos de países, sobretudo africanos e europeus. As causas do acidente ainda não são conhecidas, porém, as duas caixas negras do avião já foram encontradas.

Já esta segunda-feira, as ações da Boeing estão a ser bastante penalizadas pelo segundo acidente no espaço de cinco meses. No mercado de ações de Estugarda, na Alemanha, caíram mais de sete por cento, prevendo-se igualmente uma queda nos mercados de Nova Iorque.