Austrália bate Reino Unido no top dos destinos universitários

Sucessivos crescimentos anuais de 12% a 14%, com destaque para os alunos chineses, terão levado a Austrália até ao segundo lugar mundial, apenas atrás dos EUA, diz observatório da University College de Londres

Ensino em Inglês, um clima agradável e localização mais próxima de vários gigantes asiáticos. Estes são alguns dos atrativos que a Austrália vem promovendo intensamente nos últimos anos, para reforçar a sua afirmação no multimilionário mercado dos estudantes universitários internacionais.

E de acordo com um estudo do Centro para o Ensino Superior Global, da University College of London, a estratégia está a resultar em pleno, com crescimentos anuais de 12% a 14% na captação de estudantes internacionais, com destaque para os chineses, que terão já levado este país ao segundo lugar do ranking mundial de destinos académicos, ultrapassando o Reino Unido e apenas atrás dos Estados Unidos.

Oficialmente, de acordo com os dados da UNESCO - que só deverão ser atualizados no final do ano -, o Reino Unido mantém-se no segundo posto. Mas os autores do estudo da University College of London, citados pela BBC, dizem estar "certos" de que a ultrapassagem já é uma realidade, ainda que a cidade de Londres mantenha o estatuto de destino universitário número um a nível mundial.

Mais de 23 mil milhões em receitas no Reino Unido

Para se entender a importância deste mercado, basta recordar que os alunos internacionais acrescentam anualmente cerca de 23 mil milhões de euros à economia britânica. Um valor que, por exemplo, é mais de nove vezes superior aos 2543 milhões de euros que Portugal orçamentou neste ano para toda a despesa com Ciências, Tecnologia e Ensino Superior.

Um dos temas em discussão no âmbito dos preparativos do Brexit tem sido a forma de garantir que, após a saída da União Europeia, o Reino Unido continua a ter uma legislação que não coloque obstáculos à entrada de estudantes estrangeiros.

O Reino Unido tem sido também um destino de eleição para os estudantes da União Europeia, nomeadamente os portugueses, que aproveitam legislação - equiparada à dos estudantes domésticos - que lhes permite frequentar instituições de qualidade em condições muito vantajosas. Nomeadamente um sistema de empréstimos em que as propinas só começam a ser pagas quando, após a entrada no mercado de trabalho, o antigo aluno atinge determinado patamar salarial.

Neste ano tem-se assistido a uma corrida de alunos comunitários às instituições do Reino Unido (um aumento de 10%), explicável com o receio de que a janela de oportunidade se feche após o Brexit.

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