Ingleses fazem filas à porta das lojas no dia em que as compras voltaram a ser permitidas

Lojas não essenciais reabriram esta segunda-feira em Inglaterra. Números de vendas de lojas de rua aumentaram 51,7%

A reabertura de lojas não essenciais em Inglaterra, esta segunda-feira, ficou marcada por longas filas nas ruas.

Números difundidos pelo The Guardian mostram que, entre as 8.00 e as 12.00, nas ruas principais ruas de Inglaterra, as vendas aumentaram 51,7% em relação à segunda-feira anterior, enquanto nos centros comerciais essa subida foi menor.

No entanto, os dados dos analistas da Springboard mostraram que o número de compradores caiu cerca de um terço em relação ao ano anterior.

As lojas da Primark e da Sports Direct estavam entre as que atraíram um maior número de clientes antes de abrirem. Em Liverpool, a fila da Primark estendia-se pela loja e por uma rua atrás, antes que o loja abrisse portas às 7.00.

A loja de retalho não tem uma loja online e perdeu 650 milhões de libras (723,6 milhões de euros) por mês em vendas enquanto as lojas estavam fechadas em toda a Europa.

Os compradores que frequentaram as principais ruas da grandes cidades tiveram de se adaptar às novas regras antes e depois de entrarem nas lojas.

As filas foram parcialmente explicadas pelos vendedores que impuseram restrições ao número de pessoas que podiam estar lá dentro em simultâneo para permitir o distanciamento físico. Por outro lado, alguns objetos não podem ser tocados.

A Apple, que abriu lojas em Londres e na Irlanda do Norte, está a medir as temperaturas dos clientes e a dar-lhes máscaras antes de entrarem.

Em Sunderland, o Northern Echo deu conta de uma fila com mais de quilómetro e meio de extensão do lado de fora da Sports Direct, loja de vstuário e equipamentos desportivos, e houve cenas semelhantes em algumas das outras lojas da empresa.

A Sports Direct, administrada por Mike Ashley, incentivava os compradores a visitarem as suas lojas com a oferta de um desconto de 50% para os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde.

Uma fila de pessoas também esperava do lado de fora da Nike Town, na Oxford Street, em Londres, duas horas antes da abertura da loja, às 11.00.

Na comparação anual, o número de visitantes em todos as lojas de retalho em Inglaterra caiu 34,2% e nas ruas principais 41,2%.

Na Escócia e no País de Gales, onde as lojas não essenciais permanecem fechadas, o número de visitantes caiu 67,5% e 54,4%, respetivamente. Na Irlanda do Norte, onde reabriram na sexta-feira, a queda foi de 44,9%.

No entanto, a Springboard disse que esperava que as o número de visitantes aumentasse à medida que as medidas de confinamento fossem levantadas, citando uma pesquisa realizada que constatou que 32% dos consumidores sentiam mais falta de cafés e restaurantes.

O governo instou as pessoas a sair e a gastar dinheiro para sustentar uma economia danificada por três meses de bloqueio.

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