França anuncia um aumento salarial de 183 euros para profissionais de saúde

O governo francês anunciou um pacote de 8,1 mil milhões de euros para aumentos salariais e pagamentos de prémios a profissionais de saúde, um "momento histórico", destacou o primeiro-ministro.

"É um momento histórico" para o sistema nacional de saúde, considerou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, sobre o pacote de 8,1 mil milhões de euros destinado a aumentos salariais aos que estão na linha da frente do combate à pandemia de covid-19: os profissionais de saúde.

Após seis semanas de negociações com os sindicatos, foi assinado, na segunda-feira, um acordo, que prevê um investimento para compensar os profissionais de saúde pelo trabalho que têm realizado. "Este esforço histórico é, acima de tudo, um reconhecimento considerável daqueles que estiveram na linha da frente na luta contra a pandemia", afirmou Castex, citado pelo Le Monde, após a cerimónia da assinatura do documento.

Para os enfermeiros, auxiliares, massagistas, fisioterapeutas, técnicos, administrativos, cuidadores, entre outros, está estipulado um valor de 7,6 mil milhões de euros. Estes profissionais de saúde vão receber, em média, um aumento de 183 euros no ordenado. Um aumento faseado - em setembro serão pagos 90 euros e em março de 2021 os restantes 93 euros. Os funcionários que trabalham no setor privado também vão beneficiar desta medida.

Pacote de 450 milhões de euros para os médicos do setor público

Já os médicos que trabalham exclusivamente no setor público vão ter um reforço salarial decorrente de um investimento de cerca de 450 milhões de euros, anunciado pelo estado francês.

De acordo com o Le Monde, os médicos que trabalham apenas no serviço de saúde público têm atualmente uma compensação de 490 euros por mês, um valor que ascende aos 700 euros para os que têm mais de 15 anos de serviço. Com o pacote de investimento, esta compensação irá aumentar para os 1.010 euros, pago numa primeira fase em setembro e depois em março de 2021. Uma medida que pretende evitar a saída destes profissionais de saúde para o privado.

O acordo prevê também uma revisão das carreiras e um pacote de 124 milhões de euros destinados aos estágios de medicina no final de curso, o que vai permitir um aumento salarial aos futuros médicos.

Apesar de não ter sido assinado por todos os sindicatos, o presidente francês, Emmanuel Macron, congratulou-se com este acordo destinado aos profissionais "que deram tanto durante esta pandemia".

França regista mais de 170 mil infetados desde o início da pandemia. O número de mortos já ultrapassou a barreira dos 30 mil.

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