"Estamos muito preocupados". Governo belga anuncia novas restrições

Bruxelas assume preocupação com o aumento do número de infeções de covid-19 no país.

O governo belga não afasta a possibilidade de um novo confinamento geral do país, algo que quer evitar a todo o custo. As autoridades anunciaram esta segunda-feira um conjunto de novas medidas e restrições alargadas a todo o território, que visam reduzir drasticamente o número de contactos, e evitar novos contágios da covid-19.

A primeira-ministra belga, Sophie Wilmès, não esconde que no governo "estão, realmente, muito preocupados".

"E, é por isso que agimos hoje, para mantermos a situação sob-controlo", afirmou, apresentando um conjunto de medidas que estão a ser interpretadas como um confinamento social.

"Até agora a bolha social [de contactos] para cada um, era de 15 pessoas por semana. Depois de amanhã passará a ser de cinco pessoas. Sempre as mesmas, durante as próximas quatro semanas, para todo o lar familiar. Fazemos a contagem por habitação e não por indivíduo", afirmou

Na Bélgica, as idas ao supermercado passam a ter condições idênticas às do período de confinamento. "Fazer as compras sozinho, ou acompanhado de um menor, que viva na mesma habitação, ou por alguém que precise de assistência. E, isto durante um período de apenas 30 minutos", disse

As empresas deverão reforçar e dar preferência ao teletrabalho. "Há formas de encontrar sistemas de rotação entre colegas. O teletrabalho sempre foi recomendado, mas vimos que era cada vez menos utilizado. E, é uma das chaves para um desconfinamento bem conseguido", defende Sophie Wilmès, acrescentando que as medidas agora apresentadas, tem o propósito de evitar ações mais restritivas.

"O objetivo é muito claro: evitarmos um confinamento generalizado, e evitarmos por em perigo a rentrée de setembro", disse, no dia em que o foram confirmados 66026 infeções, das quais 528 foram registadas nas últimas 24 horas. O número de vítimas mortais ascende às 9821, com quatro registadas hoje.

O principal foco regista-se na cidade portuária de Antuérpia, com o número de infeções ativas a aumentar há várias semanas.

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