"Em alguns países, a situação agora é até pior do que em março"

A Comissária da Saúde, Stella Kyriakides, apelou esta quinta-feira aos governos para adotarem "medidas urgentes" para que a pandemia não volte a ficar descontrolada na Europa.

Numa conferencia de imprensa em Bruxelas, a comissária não esconde a preocupação com os dados mais recentes recolhidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

"Em alguns países, a situação agora é até pior do que durante o pico [da pandemia] em março", alertou, considerando que "isto é um motivo real de preocupação", que para a comissária se deve a múltiplos fatores que falharam na eficácia, no combate à doença do coronavírus.

"As medidas de controlo não foram eficazes o suficiente, não foram postas em prática, ou não foram seguidas com deveria ser", apontou, admitindo agora a "preocupação" perante as consequências de um novo aumento de infeções entre os mais velhos.

"Começámos a assistir a um aumento da ocupação nos cuidados intensivos. Não podemos baixar a guarda", avisou, numa altura em que se admite que a covid-19 venha a coexistir com outras doenças respiratórias. A comissária apela ao aumento da vacinação contra a gripe.

"Para prevenir o que pode vir a ser pandemias gémeas (twindemic) de Covid19 e de Gripe, que podem sobrecarregar os nossos sistemas de saúde e conduzir a mais perda de vidas. Precisamos de aumentar a cobertura dos nossos índices de vacinação", apelou.

Mas, para a comissária esta medida deve ser conjugada com outras que considera urgentes, para serem aplicadas "no momento certo", que vão "do aumento do número de testes, até ao rastreamento de contactos, da melhoria da vigilância da saúde pública, a um melhor acesso a equipamentos de proteção pessoal e medicamentos, e assegurar níveis de cuidados suficientes nas unidades de cuidados intensivos".

"Todos os Estados-Membros precisam de avançar com medidas imediatamente, e no momento certo, ao primeiro sinal de novos surtos", avisou a comissária, que há meio ano, deixou uma mensagem "absolutamente clara", aos governos, avisando simplesmente que, perante a covid-19, "não se pode continuar como se nada fosse".

Na altura, alertou que se trata de "uma situação excecional", apelando a que "sob estas circunstâncias, todos estivessem preparados para as próprias responsabilidades".

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